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Acordo Mercosul-UE pode beneficiar 11 bilhões de euros em produtos

FIEMG estima ganho de até 11 bilhões de euros em exportações brasileiras com Mercosul-UE, incluindo mais itens industrializados e maior valor agregado

FIEMG vê ganho de 11 bi em exportações ao bloco europeu
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  • O acordo Mercosul–União Europeia pode ampliar em cerca de 11 bilhões de euros as exportações brasileiras para o bloco, representando aproximadamente um quarto da pauta exportadora destinada à UE em 2025.
  • A expansão não se limita ao agronegócio, incluindo também produtos industrializados e de maior valor agregado.
  • Do total atual, cerca de 30 bilhões de euros já entram com tarifas reduzidas ou zeradas, mas há espaço para crescer em itens com barreiras tarifárias ou cotas.
  • Entre os setores com maior potencial estão itens já exportados, como suco de laranja, café solúvel, madeira processada, carnes, milho, etanol, tabaco e couro, além de autopeças, partes de motores, insumos químicos e bens processados.
  • Os ganhos dependem da adaptação das empresas brasileiras às regras de origem, padrões de qualidade e normas técnicas, com riscos de maior concorrência no mercado brasileiro e possíveis limitações ao acesso preferencial.

Acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar exportações brasileiras em cerca de 11 bilhões de euros, aponta estudo do CIN da FIEMG. O levantamento estima que esse montante corresponde a aproximadamente um quarto da pauta exportadora brasileira para a UE, projetada para 2025.

O estudo destaca que ganhos não se restringem ao agronegócio, mantendo o agro como protagonista, mas ampliando a participação de produtos industrializados de maior valor agregado. Parte das exportações já entra com tarifas reduzidas, mas há espaço para expansão em itens com barreiras tarifárias ainda existentes.

Diversificação e valor agregado

Para o CIN-MG, o impacto positivo está na qualificação da pauta exportadora. Apesar das vendas atuais serem majoritariamente de commodities, o avanço mais significativo pode ocorrer em produtos processados, semielaborados e industrializados, com maior valor agregado.

Itens como café industrializado, sucos, rochas ornamentais, máquinas e insumos industriais aparecem como estratégicos. Setores já integrados a cadeias europeias, como automotivo, farmacêutico e de bens de capital, podem ganhar competitividade com tarifas menores.

Desafios e riscos

O estudo aponta que a abertura comercial pode intensificar a concorrência de produtos europeus no mercado brasileiro, especialmente em máquinas, autopeças, vestuário, calçados, químicos e fármacos. Pequenas e médias empresas podem enfrentar dificuldades.

O acesso ao mercado europeu exige cumprimento rigoroso de normas ambientais, sanitárias, técnicas e de rastreabilidade, o que pode elevar custos. Há também riscos de limitações ao acesso preferencial, como cotas e salvaguardas, que podem reduzir ganhos.

Observações finais

Os ganhos dependem da adaptação das empresas brasileiras às exigências do mercado europeu, de regras de origem e de elevar padrões de qualidade. A avaliação indica uma janela estratégica para reposicionar o Brasil no comércio global, com maior participação em cadeias produtivas internacionais.

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