- A Oceana, australiana, fechou acordo para ficar com 100% do projeto Serra Negra, em Minas Gerais, que tem potencial de terras raras e nióbio.
- O pagamento inicial é de US$ 2,95 milhões em dinheiro e cerca de US$ 5 milhões em ações da Oceana, listada na bolsa australiana.
- Há ainda previsão de até US$ 2,25 milhões adicionais, conforme o avanço na confirmação de reservas do projeto.
- A transação será financiada por emissão de ações, com apoio de investidores institucionais, sinalizando apetite do mercado por terras raras brasileiras.
- As reservas de Serra Negra ainda não foram confirmadas e a exploração inicial não visava explicitamente terras raras ou nióbio; pagamentos adicionais dependem do andamento das avaliações e há royalties de 2,5% sobre a receita líquida.
A Oceana, empresa australiana de mineração, fechou acordo para adquirir 100% do projeto Serra Negra, em Minas Gerais. A operação envolve pagamento em dinheiro, ações e bônus condicionais, com foco na exploração de terras raras e nióbio. A transação foi anunciada dias após a negociação pela Serra Verde, em Goiás.
O acordo prevê pagamento inicial de US$ 2,95 milhões em dinheiro e cerca de US$ 5 milhões em ações da Oceana, listada na Bolsa da Austrália. Há ainda obrigação de pagamento adicional de até US$ 2,25 milhões, conforme avanços na confirmação de reservas do projeto Serra Negra.
A compra será financiada por emissão de ações, com participação de investidores institucionais. A operação ocorre em meio ao interesse de investidores estrangeiros pelo setor de minerais críticos no Brasil, puxado pelo potencial de terras raras e nióbio.
Contexto regulatório e jurídico
A aquisição de Serra Verde, primeiro projeto de terras raras operacional no Brasil, foi questionada no Supremo Tribunal Federal por ter sido anunciada pouco antes de análise de interesse nacional. Advogados consultados pelo Brazil Journal destacaram que não haveria base jurídica para impedir o M&A.
A Oceana informou que levantamentos iniciais apontam presença de terras raras e de nióbio na área de Serra Negra, ainda sujeita a exploração adicional para estimativas definitivas. Os pagamentos adicionais dependem do andamento desses trabalhos.
Além do royalt de 2,5% sobre a receita líquida, a empresa sinaliza que o ativo situa-se em uma área considerada “tier-one”, próxima a reservas já exploradas pela CBMM em Araxá, fortalecendo o argumento de oportunidade estratégica.
Sobre a Oceana e o cenário de investimentos
A Oceana tem valor de mercado estimado em 94 milhões de dólares australianos. A ação acumula valorização relevante nos últimos 12 meses, com ganho expressivo em 2025. Além de Serra Negra, a empresa mantém dois projetos de lítio, no Ceará e na Austrália.
O Veirano Advogados atuou como assessor jurídico da Oceana no Brasil, enquanto a assessoria internacional ficou a cargo da Hamilton Locke. O anúncio reforça o interesse de investidores globais em ativos de minerais críticos brasileiros.
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