- O Copom manteve o ritmo gradual e reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, indo de 14,75% ao ano para 14,5% ao ano.
- A decisão foi tomada de forma unânime pelo presidente Gabriel Galípolo e mais cinco diretores, com três desfalques na reunião de quarta-feira.
- O comitê não sinalizou direções futuras claramente, mantendo cautela diante da situação geopolítica atual.
- O mercado aguardava o corte de 0,25 ponto, e o câmbio reagiu com o dólar abaixo de 5 reais.
- A inflação projetada pelo Copom subiu para 4,6% neste ano e 3,5% em 2027; o IPCA de curto prazo indica pressão recente em combustíveis e alimentos.
O Copom manteve o ritmo de redução gradual da política monetária e cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão foi unânime entre o presidente Gabriel Galípolo e os cinco diretores presentes, com três ausências na reunião desta quarta-feira.
O colegiado reforçou a cautela e não sinalizou o rumo de novos ajustes. O cenário internacional, marcado pela guerra no Oriente Médio, segue como especial preocupação para o comitê, que prefere não adiantar movimentos futuros.
No último encontro, em março, o BC já havia iniciado o ciclo de cortes, mantendo aberto o ritmo diante da incerteza geopolítica. A direção pretendia aguardar sinais mais claros sobre profundidade e extensão do conflito.
Perspectivas e Mercado
A projeção de inflação do Copom para este ano subiu, passando de 3,9% para 4,6%. Para 2027, a instituição vê inflação de 3,5%. Anteriormente, o foco era o terceiro trimestre do próximo ano, com 3,3%.
O Brasil acompanha a tendência global de juros com o Fed decidindo manter a faixa entre 3,5% e 3,75%. A distância entre as taxas norte-americana e brasileira permanece em 10,75 pontos percentuais.
O cenário de câmbio mostra o dólar abaixo de R$ 5 neste momento, após semanas de volatilidade. O preço do petróleo manteve-se acima de US$ 100 por barril, com o Brent chegando a US$ 111 nesta semana.
Estrutura institucional e próximos passos
As diretorias de Política Econômica e de Organização do Sistema Financeiro seguem vagas, e não há definição de substitutos de nomes cujos mandatos terminaram em 2025. O diretor Rodrigo Teixeira não participou do encontro por motivos familiares.
O BC informa que retorna ao debate público nos dias 16 e 17 de junho, em mais uma reunião prevista para este ano. O foco permanece na avaliação de riscos inflacionários e na resposta adequada à conjuntura global.
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