- Alphabet teve a receita total de US$ 109,9 bilhões no 1º trimestre e o lucro operacional da nuvem triplicou, para US$ 6,6 bilhões; a unidade de nuvem atingiu o melhor trimestre de crescimento e as ações subiram cerca de 4%.
- Meta gastou entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026, acima da faixa anterior, com o foco em infraestrutura de IA; as ações caíram mais de 6% após o anúncio, mesmo com receita de US$ 56,31 bilhões.
- Microsoft apresentou vendas de US$ 82,9 bilhões e lucro de US$ 31,8 bilhões; o Azure cresceu 40% year over year,mas as ações recuaram cerca de 2%.
- Amazon teve AWS a US$ 37,6 bilhões, alta de 28%, e a receita líquida total ficou em US$ 181,5 bilhões; as ações fecharam em queda de aproximadamente 1,7%.
- No setor, as ações de companhias de chips (Nvidia, AMD, Broadcom) caíram entre 1,6% e 4,4%, enquanto o Gaap de IA impulsionou receitas e investimentos das big techs.
O Google, Meta, Microsoft e Amazon divulgaram os resultados do 1º trimestre de 2026 nesta quarta-feira, 29 de abril. O período trouxe ganhos acima das previsões em várias frentes, com alta de IA e fortes receitas. Mesmo assim, as ações de algumas organizações tiveram queda após os dados.
A Alphabet, dona do Google, teve o melhor trimestre para a sua unidade de nuvem e lucro operacional mensal impulsionado por investimentos em IA. A receita total da companhia subiu 22%, para US$ 109,9 bilhões, conforme dados da LSEG. O desempenho da nuvem contribuiu significativamente.
A divisão de nuvem da Alphabet registrou crescimento expressivo, com lucro operacional triplicado para US$ 6,6 bilhões no trimestre. A empresa destacou o fortalecimento de produtos IA empresariais e o impacto do chatbot Gemini como motivos do resultado.
Na prática, o Google foi o único entre as big techs a ver as ações subirem após o anúncio. O movimento acompanhou a percepção de que a IA está alimentando o crescimento de serviços de busca e publicidade.
META: GASTOS EM ALTA, AÇÕES EM QUEDA
A Meta anunciou receita de US$ 56,31 bilhões, acima da previsão de US$ 55,45 bilhões. A administração projetou receita entre US$ 58 bilhões e US$ 61 bilhões para o 2º trimestre.
No entanto, as ações chegaram a recuar mais de 6% após o fechamento, diante do aumento na previsão de gastos de capital. A empresa manteve o ritmo de investimentos em IA, inclusive com demissões para reduzir custos.
O guidance mostrou gastos anuais de capital elevados para 2026, estimados entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões. As decisões envolvem infraestrutura de IA e remunerações de funcionários de unidades de pesquisa.
A Meta ressaltou riscos regulatórios na UE e nos EUA, que podem afetar resultados. Questões de segurança infantil e críticas sobre uso de plataformas chegaram a ensejar processos judiciais.
GOOGLE: UNIDADE DE NUVEM CRESCE MAIS DO QUE NUNCA
A Alphabet reportou resultados acima das expectativas, com o melhor desempenho da nuvem em seu histórico. A alta de receita total, impulsionada por IA, ajudou as ações a registrarem valorização após o fechamento.
A empresa indicou que o crescimento foi impulsionado por gastos com IA para produtos e infraestrutura, além do avanço do Gemini, segundo a gestão. O portfólio de IA voltado ao consumidor também contribuiu para o avanço.
Essa leitura reforça a posição da Alphabet entre as maiores beneficiárias dos gastos globais com IA. A empresa tem se destacado pela integração entre IA e atividades-chave, como busca e publicidade.
MICROSOFT: AZURE VAI BEM, MAS AÇÕES CAEM
A Microsoft divulgou aumento de receita e lucro no trimestre. As vendas subiram 18%, para US$ 82,9 bilhões, e o lucro líquido avançou 23%, para US$ 31,8 bilhões.
O CEO Satya Nadella afirmou que o negócio de IA da empresa já superou a marca de US$ 37 bilhões em receita anual. O Azure registrou crescimento de 40% em relação ao ano anterior.
O total de investimentos no período atingiu US$ 31,9 bilhões, acima da expectativa de US$ 34,9 bilhões. As ações recuaram cerca de 2%, diante da performance do Google na nuvem.
AMAZON: VAREJO E AWS CRESCEM
A Amazon também apresentou resultados positivos, acima das projeções. A AWS teve alta de 28% na receita, para US$ 37,6 bilhões, superando a estimativa de alta de 25,1%.
A receita líquida consolidada ficou em US$ 181,5 bilhões. A varejo da empresa registrou vendas de US$ 111,6 bilhões, expansão de 12% ano a ano, acima do esperado.
As aplicações de IA continuaram fortalecidas, com as receitas de anúncios da empresa crescendo 24%, para US$ 17,2 bilhões, superando expectativas. A companhia mantém investimentos na entrega rápida.
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