- As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira (29), em meio à cautela dos investidores diante do impasse entre EUA e Irã e da alta do petróleo, alimentando temores inflacionários, antes da decisão do Fed.
- Os principais índices recuaram: FTSE 100, de Londres, -1,16%; DAX, de Frankfurt, -0,31%; CAC 40, de Paris, -0,39%; FTSE MIB, de Milão, -0,51%; Ibex 35, de Madrid, -0,64%.
- Entre resultados corporativos, Adidas saltou cerca de 8% em Frankfurt após resultados melhores do que o esperado; UBS avançou quase 3% em Zurique; Santander subiu 1,2% em Madri; Deutsche Bank caiu aproximadamente 1,9% apesar de lucro recorde.
- Dados da zona do euro mostraram piora da confiança: o índice de sentimento econômico caiu para 93 pontos em abril; na Espanha, a inflação anual acelerou para 3,5% em abril.
- O setor de energia avançou cerca de 0,8% com o novo impulso das cotações do petróleo, influenciado pela tensão entre EUA e Irã.
As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, 29, diante da cautela com a liquidez global. A piora no apetite por risco foi motivada pelo impasse nas negociações entre EUA e Irã, que sustenta a alta do petróleo e reacende temores inflacionários.
Balanços corporativos trouxeram movimentos pontuais, mas não alteraram o viés. Além disso, indicadores na zona do euro vieram fracos, e investidores aguardam a decisão de juros do Fed, além de anúncios do BCE e do BoE na quinta-feira.
As cotações ficaram negativas nos principais pregões europeus: FTSE 100 caiu 1,16% para 10.213,11; DAX, -0,31% a 23.943,74; CAC 40, -0,39% a 8.072,13; FTSE MIB, -0,51% a 47.796,03; Ibex 35, -0,64% a 17.661,90; PSI 20, -0,60% a 9.209,54. Custos preliminares.
Panorama econômico
O índice de sentimento econômico da zona do euro caiu para 93 pontos em abril, abaixo do esperado, sinalizando deterioração da confiança. Na Espanha, a inflação anual acelerou para 3,5% em abril, impulsionada pelos preços da energia.
Destaques corporativos
A Adidas subiu cerca de 8% em Frankfurt, após superar as expectativas com vendas e lucro no 1º trimestre. No setor bancário, UBS avançou quase 3% em Zurique, com lucro acima do consenso. Santander subiu 1,2% em Madri, com forte resultado e ganho com venda de ativos.
Em contrapartida, Deutsche Bank recuou cerca de 1,9% em Frankfurt, mesmo com lucro recorde, após registrar provisão maior que o esperado para perdas de crédito.
Setor de energia
O petróleo manteve alta impulsionando o setor de energia, que registrou ganho de cerca de 0,8%. O movimento reflete a tensão entre EUA e Irã e o efeito sobre os preços globais.
Com informações da Dow Jones Newswires.
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