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Como investir após corte da Selic para 14,5% em meio a conflitos globais

Selic em 14,50% e incerteza com a guerra no Oriente Médio levam estrategistas a manter a maior fatia em renda fixa atrelada ao CDI/Selic, com diversificação sugerida

Guerra entre Estados Unidos e Irã — Foto: chrispecoraro/Getty Images
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  • O Copom cortou a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano, mantendo-a no maior patamar em quase 20 anos.
  • Especialistas recomendam manter a maior fatia da carteira em renda fixa que acompanha o CDI ou a Selic e a segunda em títulos atrelados à inflação.
  • A guerra no Oriente Médio e o petróleo em torno de US$ 100 elevam a inflação e fazem com que os cortes de juros ocorram de forma mais lenta.
  • O boletim Focus projeta a Selic no fim do ano em cerca de 13%, com cortes mais graduais do que antes.
  • Diversificação é destacada: investir em renda fixa, com parte menor em prefixados para travar taxas altas, e manter exposição moderada à renda variável.

O Banco Central cortou a Selic pela segunda vez seguida, de 14,75% para 14,50% ao ano. O Federal Reserve manteve os juros estáveis nos EUA, conforme esperado. A decisão brasileira ocorreu em meio a turbulência global e preocupação com a inflação.

O cenário é influenciado pela guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo a cerca de 100 dólares o barril e interrompeu fluxos no Estreito de Ormuz. Mesmo com o corte, as expectativas para a inflação e as taxas subiram, repercutindo nas projeções de juros.

O Boletim Focus mostrou que a Selic pode encerrar o ano em 13% segundo a leitura da última segunda (27), acima do que projetava há pouco. A incerteza sobre o desfecho do conflito internacional aumenta a volatilidade dos mercados.

Para investidores, a estratégia permanece: priorizar renda fixa atrelada ao CDI ou à Selic, e, em seguida, títulos atrelados à inflação, mesmo com o cenário de cortes mais lentos. O foco é combinar rentabilidade com menor risco.

Especialistas ouvidos destacam a importância da diversificação. Um equilíbrio entre renda fixa e, eventualmente, uma parcela da renda variável pode reduzir volatilidade e manter ganhos no longo prazo.

Entre as recomendações, títulos prefixados aparecem como forma de travar taxas altas, embora tragam maior risco se usados antes do vencimento. Já os atrelados à inflação oferecem proteção contra a inflação, mas com volatilidade maior.

Alguns gestores pedem cautela na bolsa brasileira. A alta recente foi impulsionada por fluxo estrangeiro, o que pode não se repetir. A recomendação é manter a maior parte da carteira em renda fixa, com exposição controlada à renda variável.

Conteúdo baseado em comentár

  • Lucas Carvalho, Santander: maior parcela em CDI/SELIC, secundária em inflação; participação pequena em prefixados para resgatar em curto prazo.
  • Frederico Nobre, Warren: preço de ações já subiu com fluxo estrangeiro; pode ser hora de realizar parte da carteira.
  • Raphael Vieira, Arton Advisors: fluxo estrangeiro pode sustentar a bolsa, mas deve-se manter renda fixa como componente relevante, com foco em CDI/SELIC e no longo prazo, inflação.

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