- O Índice de Confiança do setor de Serviços (ICS) caiu 0,6 ponto em abril, indo a 87,8 pontos, o menor patamar desde agosto de 2025 (87,5 pontos).
- O ICS é composto pelo Índice de Situação Atual (ISA) em 92,1 pontos (queda de 0,4 ponto) e pelo Índice de Expectativas (IE) em 83,7 pontos (queda de 0,7 ponto).
- Economista da FGV/Ibre aponta “piora disseminada” nos componentes, com espaço para novas quedas devido ao cenário macroeconômico desafiador e juros elevados.
- Queda do ICS é influenciada por avaliações negativas tanto do momento presente quanto do futuro, com ressalva de que a demanda pode não recuar fortemente ainda, mas há piora nas perspectivas.
- Fatores externos citados incluem conflitos no Oriente Médio e a alta do preço do petróleo, que afetam transportes; além de juros altos e incertezas macroeconômicas, que freiam investimentos e a demanda por serviços.
O Índice de Confiança do setor de Serviços (ICS) caiu 0,6 ponto em abril, para 87,8 pontos, conforme divulgação da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. O indicador atingiu o menor patamar desde agosto de 2025 (87,5).
A Pesquisa mostra que tanto o momento atual quanto as expectativas contribuíram para a queda. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou para 92,1 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) caiu para 83,7 pontos. O recuo já ocorre no terceiro mês consecutivo.
Rodolpho Tobler, economista do FGV/Ibre, cita piora disseminada nos componentes e aponta incertezas macroeconômicas e juros elevados como fatores que dificultam a recuperação do ICS. A volatilidade externa é destacada como influente na confiança de serviços.
Contexto macro e perspectivas
Conflitos no Oriente Médio elevam a cotação do petróleo, impactando serviços de transportes e fretes. Esse cenário sugere pressões inflacionárias que freiam o consumo e o investimento no setor. A alta de custos de combustível pesou sobre as perspectivas.
Além disso, a percepção de juros altos persiste, limitando a demanda por serviços e novas contratações. Em abril, o Indicador de Emprego Previsto caiu 1,7 ponto, sinalizando cautela entre empresários diante de incertezas futuras.
Entre na conversa da comunidade