- A demanda total de carga aérea caiu quatro vírgula oito por cento em março, frente a março de 2025, com operações internacionais recuando cinco vírgula cinco por cento.
- A capacidade total caiu quatro vírgula sete por cento frente a março de 2025, e operações internacionais diminuíram seis vírgula oito por cento.
- A guerra no Oriente Médio impactou hubs do Golfo e contribuiu para a desaceleração, além do efeito sazonal pós Ano Novo Lunar.
- Regiões apresentaram variações: Ásia-Pacífico (+5,4%), América do Norte (-1,2%), Europa (+2,2%), Oriente Médio (-54,3%), América Latina e Caribe (+1,8%) e África (+7,0%).
- Mesmo com quedas, sinais de demanda futura permanecem, com PMI acima de 50 indicando expansão e influência de custos de combustível e petróleo.
A demanda total de carga aérea mundial caiu 4,8% em março de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados da IATA. O recuo ocorreu frente a disrupções nos hubs do Golfo e ao ritmo típico de desaceleração pós-Novo Ano Lunar. A capacidade disponível recuou 4,7% no mesmo comparativo.
A explicação oficial aponta impactos operacionais ligados à guerra no Oriente Médio, que afetaram fluxos de carga. Apesar da queda, as redes globais de carga mantêm flexibilidade para sustentar cadeias de suprimentos, com atenção ao preço do combustível e à resiliência do setor.
A produção industrial global cresceu 3,1% em fevereiro e o comércio de bens subiu 8,0%, trazendo condições de demanda ainda positivas segundo indicadores PMI. Contudo, o custo de combustível de aviação subiu expressivamente, elevando margens de refino e pressões de preços.
Desempenho regional em março
As companhias da Ásia-Pacífico registraram alta de 5,4% na demanda, com capacidade 5,0% superior, ano a ano. América do Norte teve queda de 1,2% na demanda e recuo de 1,1% na capacidade.
A Europa mostrou aumento de 2,2% na demanda, enquanto a capacidade avançou 4,2%. Oriente Médio foi o mais afetado, com queda de 54,3% na demanda e 52,4% na capacidade.
América Latina e Caribe apresentou alta de 1,8% na demanda, com expansão de 5,1% na capacidade. África registrou o maior crescimento de demanda, 7,0%, porém a capacidade caiu 4,6%.
Desempenho por rotas
Entre as rotas, África-Ásia liderou o crescimento, seguida por Ásia-Europa. O intra-Ásia manteve impulso no comércio regional. Em contraste, rotas ligadas ao Golfo foram severamente impactadas pelo conflito na região.
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