- O Comitê de Política Monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50% ao ano, decisão unânime e conforme o esperado pelo mercado.
- Este foi o segundo corte seguido; em março, a taxa havia caído de 15,00% para 14,75%.
- O BC havia indicado incertezas no cenário externo, citando conflitos no Oriente Médio, e o presidente do banco, Gabriel Galípolo, comentou sobre conservadorismo para entender efeitos do petróleo.
- Na véspera, a curva de juros indicava aproximadamente 100% de chance de novo recuo de 0,25 ponto na Selic.
- Com a queda, a taxa real neutra de juros do Brasil é estimada em 5,0%, mantendo o país com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, em 9,33%.
O Copom do Banco Central informou nesta quarta-feira, 29, que a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão foi unânime entre os membros do comitê.
Foi o segundo corte seguido da taxa desde março, quando houve queda de 15% para 14,75%. Na época, o regulador destacou aumento das incertezas no cenário por causa do conflito no Oriente Médio.
Contexto e motivações
A decisão ocorreu em meio a dúvidas sobre como a alta do petróleo pode impactar preços domésticos. O BC sinalizou cautela para entender os efeitos da conjuntura até a próxima reunião.
Expectativas e cenário
Na véspera, a curva de juros já apontava alta probabilidade de novo corte de 0,25 ponto. O Banco Central mantém o ciclo de afrouxo gradual para ajustar a política monetária às condições externas e internas.
Juros reais e posições internacionais
Com a redução, a taxa de juros real do Brasil fica em 9,33% ao ano, a segunda maior do mundo, atrás apenas da Rússia (9,67%). O México aparece em 5,09%, seguido por África do Sul e Indonésia.
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