- Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto, de 14,75% para 14,50% ao ano, atingindo o menor nível em doze meses.
- A decisão confirma a percepção do mercado e mantém o ciclo de flexibilização monetária, com ritmo cauteloso.
- O cenário externo, especialmente a guerra no Oriente Médio e o preço do petróleo, segue limitando o espaço para cortes.
- As projeções de inflação continuam acima da meta, impactando as expectativas e o desenho das próximas decisões.
- O Federal Reserve manteve as taxas nos Estados Unidos, em um contexto de incerteza global que influencia o cenário brasileiro.
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,5% ao ano, nesta quarta-feira. A decisão acompanha a visão de que há espaço para calibração gradual, dentro de um ambiente de inflação em trajetória de aproximação à meta.
A decisão confirma a leitura de mercado, que já esperava o corte, mantendo o ritmo de flexibilização com cautela. O BC reforça que o ciclo busca convergir a inflação ao objetivo, sem acelerar demais o ajuste monetário.
A mudança ocorreu em meio a pressões inflacionárias internacionais, como o aumento do petróleo devido a conflitos geopolíticos no Oriente Médio. A incerteza externa orienta a postura prudente do Copom.
Contexto externo
O cenário global continua desafiador, com óleo Brent próximo de US$ 120 o barril. A elevação dos preços de commodities sustenta pressões inflacionárias, influenciando a política monetária brasileira.
Nos EUA, o Fed manteve as taxas em 3,5% a 3,75% ao ano, sinalizando paciência diante da conjuntura mundial. A mensagem de política monetária externa impacta as decisões domésticas.
Perspectivas e cenário doméstico
O Boletim Focus aponta revisões de trajetória da Selic para 2026, elevando a expectativa de 12,25% para 13%. O mercado observa como o ciclo de cortes evolui diante da inflação persistente.
O Copom destaca que a inflação continua acima da meta, com riscos elevados para o cenário. A instituição ressalta a necessidade de monitorar a evolução fiscal e a atividade econômica.
A ata reforça que a calibração da política monetária seguirá conforme novas informações sobre o conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre preços e oferta. A autoridade destaca serenidade e cautela na condução do processo.
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