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Copom reduz taxa de juros para 14,5% ao ano

Copom reduz Selic para 14,5% ao ano, destacando incerteza externa e inflação ainda pressionada, com atividade econômica resiliente e mercado de trabalho estável

Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • Copom reduz a Selic para 14,5% ao ano nesta quarta-feira (29).
  • A última alteração havia sido em março, quando a taxa caiu de 15% para 14,75%; antes disso, houve alta de 0,25 ponto em junho de 2025.
  • O Copom cita ambiente externo incerto, com conflitos no Oriente Médio e maior volatilidade de preços de ativos e commodities.
  • A decisão seguiu o que era esperado pelo mercado, considerando inflação elevada, resiliência da atividade e pressões no mercado de trabalho.
  • Votaram: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David e Paulo Picchetti.

O Copom do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano nesta quarta-feira, 29. A decisão acompanha o cenário de inflação mais alta e mantém o ciclo de cortes diante da atividade econômica resiliente e do mercado de trabalho aquecido. O objetivo é calibrar a política monetária diante da volatilidade externa.

A decisão ocorreu após a última mudança de março, quando a Selic caiu de 15% para 14,75%. Em junho de 2025, a taxa tinha subido 0,25 p.p. para 15%, mantendo-se nesse nível até março de 2026. O Copom avaliou o ambiente externo como incerto.

Contexto externo e motivações do Copom

O comitê apontou a indefinição sobre a duração e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio como fator de volatilidade global, exigindo cautela de países emergentes. A projeção inflacionária elevada também influencia a decisão.

O Copom destacou que a atividade econômica permanece resistente, com pressões no mercado de trabalho que sustentam o cenário inflacionário. A instituição aponta que a política monetária precisa seguir ajustando com prudência para assegurar a convergência da inflação.

Votação e composição

Votaram pela decisão Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David e Paulo Picchetti. Não houve deliberação pública de motivos adicionais.

Fontes oficiais ressaltam que a decisão atende às expectativas do mercado e visa manter a inflação sob controle, ao mesmo tempo em que apoia a atividade econômica sem provocar contração abrupta.

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