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Desenrola 2: trabalhador poderá usar 20% do FGTS para dívidas, diz ministro

Desenrola 2 autoriza uso de até vinte por cento do FGTS para quitar dívidas, com saque direto ao banco credor mediante consentimento do trabalhador; impacto estimado em R$ 4,5 bilhões

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho. (Foto: Matheus Itacaramby/MTE)
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  • O Desenrola 2.0 permitirá que o trabalhador use até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas, com liberação direta ao banco credor, mediante autorização do trabalhador.
  • O recurso sairá “carimbado” da conta do FGTS e não poderá ser utilizado para outras finalidades durante o período, segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT).
  • A estimativa é de um impacto total de R$ 4,5 bilhões sobre o montante de recursos do FGTS geridos pela Caixa Econômica Federal.
  • O programa é destinado a trabalhadores com carteira assinada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que ganham até quatro salários-mínimos, aproximadamente R$ 8 mil.
  • O endividamento das famílias alcançou 49,9% em fevereiro de 2026, o maior nível desde o início da série, segundo o Banco Central.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira que a segunda fase do programa Desenrola 2 permitirá aos trabalhadores usar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas. A medida visa reduzir o endividamento das famílias. O benefício será liberado com autorização do trabalhador.

O recurso sairá carimbado da conta do FGTS diretamente para o banco credor, assegurando que seja aplicado apenas na dívida. O trabalhador não poderá destinar o montante a outras finalidades durante o período de adesão.

Quem aderir ao alívio deverá abrir mão de qualquer incentivo de jogo ou prática semelhante, segundo o ministro. A estimativa é de um impacto de cerca de R$ 4,5 bilhões sobre o montante do FGTS sob a gestão da Caixa Econômica Federal.

Como funciona o Desenrola 2.0

A medida se destina a trabalhadores com carteira assinada (CLT) que ganham até quatro salários mínimos, aproximadamente R$ 8 mil. O benefício entra na lista de ações do governo para reduzir o endividamento das famílias.

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro de 2026, o maior nível desde o início da série, em 2005, segundo dados do Banco Central. O governo apresenta o Desenrola 2.0 como parte da estratégia econômica.

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