Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Desgaste de Milei preocupa mercados e pressiona títulos da Argentina

Mercado eleva prêmio de risco e juros de títulos argentinos diante da queda de apoio a Milei e do temor de políticas intervencionistas no médio prazo

Popularidade de Milei atinge novo patamar mínimo | A taxa de aprovação caiu para 35,5% em abril, enquanto a desaprovação subiu para 63%.
0:00
Carregando...
0:00
  • A aprovação de Milei caiu para 35,5% em abril, enquanto a desaprovação subiu para 63%, o menor nível desde que o presidente assumiu, há quase dois anos e meio.
  • Títulos soberanos em dólares com vencimento em outubro de 2028 rendem 8,3%, alta de 360 pontos-base frente aos títulos de outubro de 2027.
  • O custo do seguro contra inadimplência aumenta conforme o prazo se aproxima da próxima eleição, com o prêmio refletindo maior risco político.
  • O mercado cita o risco de políticas intervencionistas (conhecidas como “Kuka”), apesar de o ministro da Economia afirmar não haver retorno ao passado.
  • A economia argentino encolhe 2,6% em fevereiro, a inflação chega a 32,6% em março e a confiança do eleitorado cai para 2,02 em abril.

A tensão tomou conta do mercado de títulos da Argentina após novas pesquisas indicarem queda na popularidade do governo de Javier Milei. A reação chegou seis meses após a vitória do seu blocos no pleito de meio de mandato, com dúvidas sobre a continuidade de reformas.

Segundo a LatAm Pulse, realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg News, Milei registra 35,5% de aprovação em abril, ante 44% no início do ano. A desaprovação passou de 51,6% para 63% no mesmo período, elevando a percepção de risco político.

Os títulos soberanos em dólares com vencimento em outubro de 2028 rendem hoje 8,3%, alta de 360 pontos-base frente a papéis de 2027. O prêmio de risco sobe conforme a eleição se aproxima, e o custo de proteção contra inadimplência acompanha esse movimento.

O mercado avalia que as chances de retorno a políticas intervencionistas aumentam com o desgaste político. O conceito local de risco político, chamado Kuka, envolve medidas como controles de câmbio, preços regulados e gastos públicos elevados.

Perspectiva de risco e impactos

O ministro da Economia, Luis Caputo, nega retorno ao passado, afirmando que o risco Kuka é zero. Ainda assim, o mercado insiste em precaução, elevando a inclinação por ativos com proteção fiscal.

Títulos indexados à inflação mostram maior volatilidade. Em junho de 2028, a curva de juros passou de 5,5% para 7,9% nos últimos 30 dias, enquanto papéis de 2027 registram taxa real negativa de 1,2%.

A avaliação dos analistas aponta que o cenário eleitoral influencia o custo de financiamento entre 2027 e 2033. A incerteza externa, como a situação nos EUA, também contribui para o contexto de risco argentino.

Dados econômicos e previsões

A atividade econômica caiu 2,6% em fevereiro, com a inflação chegando a 32,6% em março ante o mesmo mês do ano anterior. O Índice de Confiança do eleitorado, da Universidade Torcuato Di Tella, ficou em 2,02 pontos em abril, na escala de cinco.

Milei destacou, em publicação recente, que as mudanças em curso são necessárias, pedindo paciência aos apoiadores. Economistas lembram que a recuperação ainda depende de fatores estruturais da economia.

CDS indicam risco de inadimplência de 5% para o próximo ano, subindo para 22% em três anos e próximo de 60% na década seguinte, conforme estimativas de analistas.

Comentários de especialistas

Especialistas afirmam que a transição econômica amplia desigualdades setoriais, com exportações de produtos primários sustentando o nível federal, enquanto áreas da Grande Buenos Aires mostram menor atividade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais