- Officina 37 é um espaço de coworking automotivo em São Paulo onde o cliente aluga um box equipado para reparar o próprio veículo; preços vão de R$ 25 a R$ 30 por hora.
- A unidade do Ipiranga conta com 18 boxes de trabalho (dez com elevador, oito simples); não há mecânicos fixos, a empresa atua como locadora de espaço.
- Cerca de setenta por cento dos usuários são chamados de “mexânicos” — entusiastas que fazem reparos por conta própria; a demanda surgiu da carência de espaço, custo e confiança em oficinas tradicionais.
- Em treze meses, a empresa atingiu equilíbrio financeiro; hoje fatura cerca de R$ 21 mil por mês, com expectativa de chegar a R$ 24 mil mensais até o final de 2026.
- A Officina 37 planeja expansão por meio de franquias, com investimento por unidade entre R$ 700 mil e R$ 800 mil e retorno estimado em aproximadamente quarenta meses; cerca de trinta interessados já começaram a procurar, com quatorze em negociação, e a primeira unidade pode ficar em Brasília, de forma gradual.
O Officina 37, em São Paulo, funciona como um coworking automotivo: não há mecânicos fixos, e o cliente aluga um box equipado para consertar o próprio carro. O modelo atende a quem enfrenta falta de espaço e desconfiança em oficinas tradicionais, com tarifas de 25 a 30 reais por hora.
O espaço foi criado pelo gaúcho Alexandre Adami, que atuou por quase 30 anos no setor automotivo. A ideia surgiu diante do declínio de concessionárias e da dificuldade de encontrar locais acessíveis para trabalhos de reparo, especialmente na capital paulista.
No Ipiranga, a unidade conta com 18 boxes de trabalho, sendo 10 com elevador e oito com estrutura básica. Cada box tem bancada, ferramentas, energia, ar e internet; itens específicos são cobrados à parte e não há assistência técnica no local.
Como funciona e quem usa
A Officina 37 atua como locadora de espaço, sem orientação técnica. Além de clientes individuais, o espaço passou a receber produções para conteúdo automotivo e treinamentos. A proposta inicial foi revelada como uma solução para mecânicos sem capital para abrir oficina.
A participação de quem se enquadra como mexânico, ou seja, entusiastas que fazem reparos por conta própria, representa cerca de 70% dos usuários. A ideia original, segundo o fundador, era atender profissionais sem infraestrutura, mas o público mudou.
O negócio levou 13 meses para se equilibrar financeiramente. O retorno ainda foi abaixo do esperado no primeiro ano, com a empresa operando no vermelho antes de consolidar o modelo.
Perspectivas de expansão
Atualmente a unidade fatura em torno de 21 mil reais por mês, com projeção de 24 mil até o fim de 2026. O objetivo é expandir por meio de franquias, com investimento estimado entre 700 mil e 800 mil por unidade.
A carteira de interessados já soma cerca de 30 potenciais franqueados, com 14 em estágio avançado de negociação. A expansão será gradual, com testes antes de ampliar para outras regiões, incluindo a possibilidade de Brasília.
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