- O Banco Central dos EUA manteve a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75%, sem descartar ajuste caso a guerra no Oriente Médio afete a inflação.
- A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) saiu nesta quarta-feira e ficou alinhada com as expectativas do mercado.
- O comitê destacou que a criação de empregos ficou fraca e a inflação continua elevada, parcialmente por preços globais de energia mais altos.
- Os desdobramentos na região aumentam a incerteza sobre as perspectivas econômicas, mantendo o Fed atento aos riscos ao seu mandato de estabilidade de preços e emprego.
- O mercado já sinalizava, após a decisão, a preferência pela manutenção da taxa até o fim de 2026, com poucas chances de cortes no curto prazo.
O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, manteve a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75%. A decisão ocorreu nesta quarta-feira, 29, por meio de comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). O atual patamar seguirá até que haja evolução na inflação.
O Fed não descartou ajustes na política monetária caso a guerra no Oriente Médio eleve riscos para o cumprimento da meta inflacionária. O comitê destacou incertezas associadas ao conflito e manteve o foco no equilíbrio entre inflação e emprego.
Segundo o comunicado, o crescimento do emprego segue fraco em média, com variação baixa na taxa de desemprego nos últimos meses. A inflação permanece elevada, pressionada pelo aumento de preços globais de energia.
O FOMC também informou que está atento aos desdobramentos geopolíticos e aos impactos sobre a economia. O comitê afirmou estar preparado para ajustar a política monetária se surgirem riscos que comprometam seus objetivos.
O público interno do Fed divergiu em parte. Powell, Williams, Barr, Bowman, Cook, Jefferson, Paulson e Waller votaram pela manutenção da faixa de juros. Miran votou pela redução de 0,25 p.p. na reunião.
Hammack, Kashkari e Logan defenderam manter a faixa, mas não aceitaram incluir um viés de flexibilização no comunicado neste momento.
O que esperar da trajetória da taxa?
Em janeiro, cerca de 60% do mercado projetava corte de 0,25 p.p. na reunião de 17 de junho de 2026. A maioria estimava queda total de 0,5 p.p. ao longo de 2026, com a taxa entre 3% e 3,25% no fim do ano.
Com a guerra no Oriente Médio, a percepção mudou. O FedWatch indicou, por volta das 15h, que 90% dos investidores esperavam a manutenção do patamar até 2026. Outras 7% previam queda de 0,25 p.p. no encontro de dezembro.
Essa mudança de cenário aponta para maior expectativa de estabilidade da política monetária diante da volatilidade externa. A organização mantém a vigilância sobre fatores que possam atrasar a redução da inflação.
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