- O Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, pela terceira vez consecutiva, em 29 de abril de 2026.
- A decisão reflete uma economia em expansão, inflação acima da meta de 2% e incertezas geopolíticas, especialmente relacionadas à guerra no Oriente Médio.
- O comitê reiterou o mandato duplo: buscar máximo emprego e estabilidade de preços, avaliando dados e riscos para futuras decisões.
- Houve divisão interna: três membros divergiram da decisão, com quatro dissidentes defendendo corte de 0,25 ponto e oposição a sinalização de cortes no comunicado.
- Além da taxa básica, o Fed manteve juros sobre reservas em 3,65% e redesconto em 3,75%, e orientou operações de mercado aberto para sustentar as reservas no sistema.
O Fed manteve hoje a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, reflete uma economia dos EUA em expansão moderada, com inflação acima da meta e incerteza geopolítica.
O comitê disse que o emprego segue firme, mas o ritmo de criação de vagas desacelerou modestamente. A inflação permanece acima de 2%, pressionando o cenário monetário. A decisão marca a terceira manutenção consecutiva nesse patamar.
A reunião ocorreu em meio a tensões no Oriente Médio, que elevam as incertezas sobre a trajetória econômica. O Fed reforçou o compromisso com o mandato duplo: máximo emprego e estabilidade dos preços.
Divisão no FOMC
A decisão teve contraste entre os membros: Powell votou pela manutenção, junto de 7 integrantes. Quatro votaram pela queda de 0,25 ponto, com o objetivo de sinalizar cortes futuros.
Entre os opositores, destaque para Stephen Miran, indicado pelo presidente Donald Trump, defendendo redução de 25 pontos-base. Hammack, Kashkari e Logan também discordaram de sinais de cortes no comunicado.
Implementação monetária e reservas
Além da taxa básica, o Fed manteve a remuneração de reservas em 3,65% a partir de 30 de abril de 2026. O redescorpo de crédito primário ficou em 3,75%.
A autoridade orientou a mesa de operações de Nova York a manter recompra a 3,75% e recompra reversa a 3,50%. Também pediu expansão da carteira de títulos com vencimentos de até 3 anos e reinvestimento de principal em títulos do Tesouro.
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