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Goldman reduz alvo do BB para R$21 e rebaixa BBAS3 a venda; ações caem 2%

Goldman reduz preço-alvo do Banco do Brasil para R$ 21 e rebaixa BBAS3 para venda, citando risco de crédito rural e menor visibilidade de resultados em 2026

Banco do Brasil | Divulgação
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  • Goldman Sachs rebaixou a recomendação do Banco do Brasil (BBAS3) de neutro para venda e reduziu o preço-alvo de R$ 24 para R$ 21.
  • As ações caíam cerca de 2,6% por volta das 10h29, cotadas a R$ 21,95.
  • O principal risco é a deterioração da qualidade de ativos do agronegócio, com custos de fertilizantes altos e impactos macroeconômicos como inflação, juros altos e El Niño.
  • No quarto trimestre de 2025, as provisões totalizaram R$ 10,5 bilhões, com cobertura de inadimplência em 158%; o setor rural representa cerca de 30% da carteira, respondendo por aproximadamente 60% das provisões.
  • O Goldman aponta dificuldade de cumprir o guidance de 2026, com lucro líquido estimado em R$ 21 bilhões (6% abaixo do piso de 22 a 26 bilhões) e ROE projetado de 10,7%; pode haver revisão adicional de provisões.

O Goldman Sachs rebaixou a recomendação das ações do Banco do Brasil (BBAS3) de neutro para venda, e reduziu o preço-alvo de 24 para 21 reais. A prática ocorreu nesta quarta-feira (29), quando as ações caíam no pregão.

Os papéis operavam em queda de cerca de 2,6%, por volta das 10h29, a 21,95 reais. A instituição citou riscos persistentes na carteira de crédito rural e maior incerteza de resultados para 2026.

Mudança de recomendação e preço-alvo

A avaliação do Goldman aponta que o principal risco está na deterioração da qualidade dos ativos ligados ao agronegócio. Costs de fertilizantes elevados pressionam os ativos agro, sem compensação em preços de commodities.

O relatório ressalta ainda o cenário macroeconômico, com inflação elevada, juros altos por mais tempo e possíveis impactos climáticos ligados ao El Niño. O BB concentra cerca de 30% da carteira no rural.

Provisões e qualidade da carteira

No quarto trimestre de 2025, o rural respondeu por aproximadamente 60% das provisões. As provisões subiram para 10,5 bilhões, ante 8,8 bilhões no terceiro trimestre. A cobertura de inadimplência caiu a 158%, frente 223% históricos.

A instituição também pondera que o BB pode ter dificuldade para cumprir o guidance de 2026 devido à necessidade de manter provisões elevadas. O Goldman projeta 64 bilhões de provisões, acima do teto do guidance, entre 53 e 58 bilhões.

Impacto na lucratividade e no ROE

O Goldman espera lucro líquido de 21 bilhões de reais em 2026, abaixo do piso do guidance, que fica entre 22 e 26 bilhões. As projeções para 2026, 2027 e 2028 foram revisadas para baixo, mantendo o cenário abaixo do consenso da Bloomberg.

Com isso, o retorno sobre patrimônio (ROE) deve permanecer pressionado, estimado em 10,7% no consolidado de 2026. O modelo prevê ROE de 7% no 1º trimestre, até 14% no 4º trimestre.

Avaliação de preço e conclusão

Ainda que BBAS3 apresente múltiplos considerados atrativos, a 6,3 vezes o preço/Lucro de 2026 e 0,6 vez preço sobre valor patrimonial, o Goldman entende que o desconto não compensa os riscos aos lucros, à guidance e à qualidade da carteira.

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