- A guerra no Irã acende alerta para metas da Vale, com pressões sobre preço do petróleo e frete marítimo e impactos na logística global.
- A companhia observa estabilidade regional, disponibilidade de gás natural e sua capacidade de chegar aos clientes, citando gargalos logísticos.
- A Vale antecipou a parada de manutenção da planta de pelotas em Omã, mas diz que isso não altera a produção prevista para este ano.
- A guidance de produção de pelotas para 2026 segue entre 30 milhões e 34 milhões de toneladas; ajustes serão feitos conforme o andamento do cenário geopolítico.
- O custo total de entrega tende a subir se o petróleo permanecer alto, com impacto maior para produtores de alto custo; estima-se ganho de custos de cerca de US$ 5 por tonelada para a Vale, ante US$ 10 para a média do setor, podendo colocar 50 milhões de toneladas de oferta de minério de ferro em risco.
A continuidade da guerra no Irã eleva o preço do petróleo e o frete marítimo, o que acende um alerta para a Vale. Executivos dizem que a companhia acompanha a situação para cumprir as metas deste ano, considerando impactos logísticos e de insumos.
No mês, a Vale antecipou a parada para manutenção da planta de pelotas em Omã. Segundo Thiago Lofiego, diretor de RI, a decisão não muda o planejamento de produção, pois a parada já era prevista. A firma mantém capacidade ociosa de pelotas no Brasil para atender demanda.
A Vale mantém o guidance de produção de pelotas para 2026 entre 30 e 34 milhões de toneladas. Marcelo Bacci, CFO, disse que a empresa usa o preço futuro do petróleo como referência, com US$ 90 o barril no forward e pouco acima de US$ 100 no spot.
Impactos de custos e logística
A alta do petróleo pressionou o frete marítimo, elevando o custo all-in de entrega aos clientes. O diesel também subiu, afetando o custo c1 da mina ao porto, e o cenário atual pode manter esse efeito enquanto persistir a elevação.
Estimativas apontam aumento de custo de US$ 10 por tonelada para produtores de alto custo, contra US$ 5 para competidores, incluindo a Vale. A companhia aponta risco de perda de cerca de 50 milhões de toneladas de minério no mercado caso a tendência permaneça.
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