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IA analisa impactos da Reforma Tributária de forma objetiva

IA da Qive analisa 544 artigos da Lei Complementar 214/2025, aponta maior impacto no setor de mercadorias (78,5%) e traz alerta para o financeiro e fornecedores

imagem de pressfoto no Magnific / DINO
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  • A implementação da Reforma Tributária avança de forma diferente no Brasil, com mercadorias chegando a 78,5% de adequação à CBS e IBS, e serviços a 16,3%.
  • A Qive criou uma ferramenta gratuita, alimentada por inteligência artificial, para analisar os 544 artigos da Lei Complementar 214/2025 e indicar os trechos mais relevantes por setor.
  • A análise leva em conta o setor da empresa e mais de 1.300 CNAEs do IBGE, compilando dados a partir de mais de 104,4 milhões de notas emitidas no primeiro trimestre.
  • O relatório gerado em minutos orienta profissionais fiscais, financeiros e de tecnologia sobre onde concentrar esforços e quais dispositivos legais impactam processos e resultados.
  • O estudo alerta que a adequação tributária não é apenas fiscal: pode impactar o financeiro e a gestão de fornecedores, já que créditos podem depender da conformidade de parceiros comerciais.

A Reforma Tributária avança no Brasil com maior adesão no setor de mercadorias do que no de serviços, aponta o Panorama do Contas a Pagar da Qive. O estudo analisou mais de 104,4 milhões de notas no 1º trimestre e revela 78,5% de adequação a CBS e IBS para mercadorias, frente a 16,3% para serviços. A Qive criou uma ferramenta gratuita que usa IA para analisar os 544 artigos da Lei Complementar 214/2025 e indicar trechos relevantes por setor.

A ferramenta foi desenvolvida para simplificar a interpretação da reforma e acelerar a adaptação das empresas. Ela utiliza dados operacionais com base em mais de 1.300 CNAEs, levando em conta o setor e a realidade da companhia. O objetivo é oferecer uma triagem rápida e segura, destacando onde concentrar esforços e quais dispositivos legais impactam processos e resultados financeiros.

O estudo adverte que a adequação tributária pode exigir mudanças no financeiro e na gestão de fornecedores. Ao destacar o Split Payment, o relatório indica que manter regularização estrutural não assegura exatidão tributária. Grandes empresas já mapeiam o compliance de seus fornecedores para evitar perda de crédito.

Sobre a ferramenta e impactos operacionais

A ferramenta facilita a leitura da reforma, apontando impactos diretos nos controles internos, na tecnologia necessária e no treinamento de equipes fiscais, contábeis e tributárias. Profissionais de finanças podem usar o relatório para planejar implementações e ajustes. Em destaque, a importância de alinhamento entre clientes e fornecedores.

Desafios e próximos passos

Segundo a Qive, a implementação exigirá investimentos em sistemas fiscais e formação de equipes, com atenção aos impactos no fluxo de caixa e na gestão de crédito tributário. O objetivo é ampliar o alcance do compliance tributário e reduzir riscos operacionais na cadeia de suprimentos.

Perspectivas para o ambiente corporativo

Especialistas ressaltam que a reforma não é apenas uma área fiscal: seu efeito alcança o financeiro e a gestão de fornecedores. A ferramenta pretende democratizar o acesso a informações, ajudando empresas de diferentes portes a se preparar para mudanças que influenciarão operações e decisões estratégicas.

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