- Banco Central reduziu a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano, em queda de 0,25 ponto percentual, decisão unânime.
- Entidades que representam a indústria receberam o corte com reservas, afirmando que a Selic continua elevada e afeta investimentos e expansão industrial.
- Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que a cautela do BC sufoca a economia, elevando o custo de capital e endividamento.
- Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) elogiou o corte, mas reiterou que juros altos ainda são entrave ao investimento produtivo.
- Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) alerta que o patamar atual pode reduzir emprego e renda, com impactos na competitividade.
O Banco Central reduziu a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, mantendo o patamar elevado. A decisão, unânime entre os diretores, buscou apenas uma queda de 0,25 ponto percentual. O setor industrial recebeu o movimento com ressalvas, apontando que o ajuste é insuficiente para estimular a economia.
Entidades representativas da indústria discutem impactos negativos da taxa elevada. A Confederação Nacional da Indústria afirma que o custo do capital continua alto, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam aumentar a competitividade. O endividamento de empresas e famílias também segue em nível recorde.
Para a CBIC, a redução foi bem-vinda, mas não suficiente. A entidade entende que juros ainda estão muito altos e limitam novos investimentos produtivos, redirecionando recursos ao mercado financeiro e dificultando a expansão da construção e da atividade econômica.
A Fiemg observa efeitos adicionais na geração de empregos e renda, destacando incertezas externas e domésticas. A federação aponta que o ambiente de juros elevados eleva custos de produção, encarece o crédito e pode frear o crescimento industrial no curto e médio prazos.
O Copom iniciou o ciclo de cortes em março, após um longo período de restrição. Especialistas qualificam que o patamar atual da Selic ainda não oferece estímulos suficientes para a recuperação sustentada da indústria. As entidades pedem cautela e equilíbrio na política monetária para apoiar o investimento produtivo.
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