- Bob Michele, da gestão de ativos do JPMorgan, diz que a dissidência de quatro vozes no Fed indica desafio para o nomeado presidente Kevin Warsh.
- Três membros do Comitê Federal de Mercado Aberto discordaram do viés de afrouxamento na política.
- O governador Stephen Miran, único indicado de Donald Trump em seu segundo mandato até o momento, pediu uma queda de um quarto de ponto.
- Michele afirmou que a dissidência não representa uma rebelião contra o atual presidente do Fed, Jerome Powell.
- O cenário ocorre em meio à pressão por cortes de juros após a indicação de Warsh.
Bob Michele, da JPMorgan Asset Management, afirmou que a dissidência de quatro membros do Fed sinaliza desafio ao indicato de presidente, Kevin Warsh. A posição contrária ocorreu em meio a pressão de Trump por cortes de juros.
Três membros do Fed Open Market Committee discordaram da linha de afrouxo monetário. O governador Stephen Miran, único nome indicado por Trump até agora no segundo mandato, recomendou um recorte de 0,25 ponto percentual. Michele descreveu a dissidência como uma leitura complexa do cenário.
A fala de Michele ocorreu nesta semana, durante entrevista à Bloomberg Television. Os comentários destacam tensões internas antes da confirmação de Warsh, cuja indicação ocorre em meio a debate sobre o ritmo de afrouxamento.
Contexto da indicação e próximos passos
A nomeação de Warsh não é consenso entre analistas e agentes do mercado. A disputa entre dissidentes e apoiadores de cortes acelera a atenção sobre a direção da política monetária nos próximos meses. A confirmação de Warsh permanece em pauta no Senado.
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