- O petróleo Brent chegou a US$ 119 por barril e o WTI a US$ 106, aos redor das 14h, com altas de até sete por cento.
- A disparada ocorre enquanto o impasse entre Estados Unidos e Irã aumenta as expectativas de um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz.
- Analistas destacam que a restrição de oferta intensifica preocupações com um choque estagflacionário, com contratos Brent para entrega neste ano próximos das máximas de março.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou insatisfação com a proposta iraniana e pediu preparação para um bloqueio prolongado, segundo o Wall Street Journal; mediadores paquistaneses aguardam uma nova proposta do Irã.
- Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão a Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) ainda nesta semana, efeito que pode ampliar a oferta global e, a longo prazo, reduzir preços.
O petróleo teve ontem alta acentuada, com o Brent em US$ 119 o barril e o WTI em US$ 106, após quase dois meses de guerra no Oriente Médio. O avanço ocorreu por volta das 14h, em linha com a percepção de fornecimento restrito devido a tensões entre EUA e Irã.
O mercado encara a possibilidade de fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de petróleo. Analistas apontam que a incerteza política aumenta o risco de choques de oferta e pressões inflacionárias.
Analistas destacam que as negociações entre EUA e Irã seguem sem sinal claro de acordo. Um agravante é o impasse diplomático que deixa investidores apreensivos quanto a um desfecho rápido da crise.
Perspectivas e movimentos de mercado
Especialistas observam que contratos futuros de Brent para entrega neste ano se mantêm próximos das máximas vistas recentemente, sugerindo receio de desalinhos no curto prazo. O ambiente externo alimenta a cautela entre traders.
Ontem, os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Opep ainda nesta semana, medida que pode ampliar a oferta global e pressionar os preços para baixo a médio prazo. A mudança estratégico-econômica é acompanhada de ajustes de produção no bloco.
A visão de curto prazo é de volatilidade elevada; sinais de resolução mais rápida podem contrabalançar o cenário macro. Economistas destacam que a evolução geopolítica será determinante para orientar a trajetória dos preços.
Mohit Kumar, economista-chefe da Jefferies para a Europa, afirma que a duração do atual estado de não-guerra se correlaciona com impactos negativos na macroeconomia global. Ele aponta incerteza como fator-chave para investidores.
As informações foram apuradas pela CNN Internacional e pela Reuters, com monitoramento de mercados financeiros e declarações de especialistas.
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