- O BBVA reduziu sua folha de pagamento em 750 funcionários no primeiro trimestre, conforme informou a diretora financeira Luisa Fernández Bravo.
- A maior parte das saídas ocorreu na Espanha, com 230 desligamentos, totalizando 125 milhões de euros em custos do programa (60 milhões na divisão espanhola e 40 milhões no centro corporativo).
- O banco descreveu o movimento como “saídas voluntárias” para melhorar produtividade e eficiência, e afirmou que não houve relação com o uso de inteligência artificial.
- Além disso, o BBVA elevou provisões em 100 milhões de euros para mitigar impactos da guerra na Irã, com boa parte chegando às filiais turca e espanhola; o efeito negativo é considerado limitado.
- O grupo continua com lucros expressivos e redução de agências; mantém participação de 5% na Telefónica, classificada como uma aliança histórica/financeira, sem esclarecimentos sobre venda.
Durante o primeiro trimestre, o BBVA anunciou uma redução de 750 empregos, informou a diretora financeira Luisa Fernández Bravo. A medida, descrita como um plano de saídas voluntárias, visa ganhos de produtividade e eficiência. O banco também destacou que não houve relação com uso de inteligência artificial.
A maior parte do desligamento ocorreu na Espanha, com 230 saídas. No total, o banco investiu 125 milhões de euros nesse programa, sendo 60 milhões na divisão espanhola e 40 milhões no centro corporativo. O movimento elevou as despesas de quase 13% na linha de resultados, para 4 bilhões de euros.
A operação ocorre em meio a um contexto de ganhos históricos no setor. Em 2025, o BBVA registrou lucro de 10,5 bilhões de euros; no primeiro trimestre atual, o lucro atingiu quase 3 bilhões. A folha total do grupo, porém, subiu 1,7%, para 126.877 empregos, enquanto o número de agências caiu 3%, para 5.565.
Provisões adicionais no valor de 100 milhões de euros foram anunciadas para enfrentar riscos ligados à guerra na região. A maior parte dos recursos ficará com as filiais da Turquia e da Espanha, segundo o grupo. O objetivo é atuar como colchão contra possíveis impactos econômicos.
Onur Genç, CEO do BBVA, afirmou que o efeito da invasão é inicialmente limitado e não deve durar muito. Caso o conflito se intensifique e afete o preço do petróleo, avaliou, pode haver pressões inflacionárias, altas de juros e menor crescimento.
Além disso, o banco informou sobre a evolução do mercado hipotecário. Genç afirmou que a produção de crédito hipotecário aumentou 22% no trimestre, ainda que a instituição esteja perdendo participação de mercado, com foco em clientes existentes.
Em relação à participação de 5% do BBVA na Telefónica, o CEO reiterou que a relação é histórica e financeira, sem esclarecer planos de venda. A saída de conselhos ocorreu após mudanças acionárias recentes que elevam o patamar para assento em conselhos acima de 5%.
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