- O Supermercados BH anunciou a compra da DMA Distribuidora, dona das redes Epa e Mineirão, decisão ainda sujeita à aprovação do Cade, e sem divulgação do valor.
- A DMA faturou 8,9 bilhões de reais em 2025, tem lojas em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco e é controlada pelos empresários Walter Arantes e Vicente Bretz.
- Com a aquisição, o BH soma 34,6 bilhões de reais em receita e fica mais próximo do terceiro colocado, Grupo Mateus, que registrou 43,5 bilhões, enquanto aumenta a distância do GPA, com 20,6 bilhões no ano anterior.
- A operação permitirá ao BH chegar a aproximadamente 600 lojas, além de centros de distribuição e postos de combustíveis, fortalecendo escala, eficiência e atendimento ao consumidor.
- O acordo marca a expansão do BH para o Nordeste, por meio dos atacarejos Mineirão, mantendo o histórico de parceria entre as empresas envolvendo a DMA.
O Supermercados BH anunciou a compra da DMA Distribuidora, dona das redes Epa e do Mineirão Atacarejo. O acordo foi assinado no dia 28 e aguarda aprovação do Cade. O valor da operação não foi divulgado.
A DMA tem lojas em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco e é o 14º maior supermercadista do Brasil, com faturamento de 8,9 bilhões em 2025. Os sócios são Walter Arantes e Vicente Bretz.
A aquisição eleva o BH a uma receita de 34,6 bilhões, aproximando-se do Grupo Mateus, que fatura 43,5 bilhões. A diferença para o GPA, que teve 20,6 bilhões, também é ampliada.
A mensagem oficial do BH aponta que o movimento fortalece a escala, a eficiência operacional e o atendimento ao consumidor. A expansão inclui cerca de 600 lojas, centros de distribuição e postos de combustíveis.
O BH já soma 406 lojas em Minas Gerais e no Espírito Santo. Com a compra, a rede avança para o Nordeste, onde ficam os atacarejos Mineirão.
Desdobramentos e histórico
Os empresários da DMA, Walter Arantes e Vicente Bretz, já haviam fechado negócios com Pedrinho BH. Em 2023, o BH desembarcou no Espírito Santo com a aquisição do Epa e do Mineirão capixaba.
Pedrinho BH é também proprietário da SAF que administra o Cruzeiro. Em entrevistas anteriores, ele afirmou preferir lojas grandes apenas quando necessário, valorizando o formato de varejo de maior giro.
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