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Bolsas na Europa sobem com alívio no petróleo e foco em decisões de BCs

Bolsas da Europa sobem com alívio nos preços do petróleo e decisões de bancos centrais, que mantêm juros e sinalizam riscos para inflação e crescimento

Operadores na bolsa de valores Euronext NV em Paris — Foto: Nathan Laine/Bloomberg
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  • Bolsas europeias fecharam em alta, com o Stoxx 600 subindo 1,30%, o FTSE 100 avancando 1,62%, o DAX subindo 1,41% e o CAC 40 ganhando 0,53%.
  • O recuo dos preços do petróleo ajudou, e setores de saúde, defesa e tecnologia ficaram entre os maiores ganhos; Rolls‑Royce ganhou 7,59% e Puma (+5,27%).
  • Universal Music Group caiu 8,08% após divulgação de receita mais fraca no primeiro trimestre.
  • O setor financeiro pressionou o mercado, com BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole recuando 1,41%, 3,59% e 3,59%.
  • Bancos centrais mantiveram as taxas: BoE em 3,75% e BCE em 2%, com atenção aos riscos de inflação e crescimento provocados por conflitos internacionais.

O mercado acionário europeu fechou em alta nesta quinta-feira, com queda nos preços do petróleo e diante do pacote de balanços corporativos da temporada. Os investidores também repercutiram a decisão dos bancos centrais de manter as taxas estáveis, alimentando um clima de cautela moderada.

O Stoxx 600, índice pan-europeu, subiu 1,30% e fechou aos 610,78 pontos. O FTSE 100, de Londres, avançou 1,62% para 10.378,82 pontos. O DAX, de Frankfurt, ganhou 1,41% em 24.292,38 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, cresceu 0,53% a 8.114,84 pontos. Entre os setores, saúde, defesa e tecnologia registraram as maiores altas.

Destaques do dia ficaram com Rolls-Royce, que subiu 7,59% após manter suas projeções de lucro, e Puma, com ganho de 5,27% após números de vendas e lucros acima das expectativas. Do lado negativo, Universal Music Group caiu 8,08% com receita do primeiro trimestre abaixo do esperado, em meio a efeitos do dólar mais fraco. Bancos franceses recuaram, pressionados por resultados fracos: BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole caíram 1,41%, 3,59% e 3,59%, respectivamente.

Política monetária e perspectivas

O BoE manteve a taxa de referência em 3,75% e sinalizou abertura para novas altas, citando pressões inflacionárias associadas a choques de oferta. O BCE manteve a taxa principal em 2%, destacando preocupação com os impactos do conflito no Iraque/Oriente Médio sobre inflação e crescimento. A comunicação do BCE apontou aumento dos riscos para cima na inflação e para baixo no crescimento, sem confirmar caminho definitivo para futuras decisões.

Analistas avaliam que o quadro sugere continuidade de cautela entre investidores, com foco na evolução dos balanços corporativos e nas sinalizações de política monetária nos próximos encontros. A observação é de que as próximas leituras de inflação e atividade econômica vão orientar movimentos adicionais dos juros na região.

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