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Câmeras e agentes para reduzir roubos em parque no Pinheiros

Nova gestão do Parque Linear Bruno Covas prevê exploração comercial em troca de reforço na segurança, com agentes 24h e câmeras para reduzir roubos

Câmeras e agentes para reduzir roubos: o que prevê contrato para o parque às margens do Pinheiros
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  • Nova gestão privada do Parque Linear Bruno Covas poderá explorar publicidade, lojas, eventos, aluguel de bicicletas, estacionamento e naming rights, em troca de melhorias na segurança; acesso ao público permanece gratuito.
  • O contrato prevê vigilância com câmeras integradas ao Muralha Paulista e ao Smart Sampa, além de ronda de agentes desarmados 24h e guaritas nas entradas.
  • A licitação será em 21 de maio; o vencedor ficará responsável pela gestão, zeladoria e segurança por quatro anos, com lance mínimo de R$ 73,5 mil.
  • O parque tem 8,2 quilômetros de extensão ao longo do Rio Pinheiros e recebeu 2,7 milhões de visitantes em 2024; há reivindicações por mais serviços, como água e quiosques.
  • O caso de roubo da ciclista Gisele Gasparotto em novembro de 2023 é citado como exemplo de insegurança; a SSP informou que o episódio está em apuração e houve queda de roubos na região no início de 2026.

Pela primeira vez em anos, o Parque Linear Bruno Covas terá gestão privada com foco em segurança e melhoria de serviços. A mudança envolve a exploração econômica de publicidade, lojas, eventos e aluguel de bicicletas, em troca de investimentos e monitoramento.

O objetivo é reduzir furtos e roubos no parque, sobretudo na região ao longo do Rio Pinheiros. A atual gestão altera o contrato de administração para permitir ganhos com naming rights, estacionamento e quiosques, mantendo o acesso público gratuito.

Às 9 horas de uma terça-feira, a ciclista Gisele Gasparotto teve a bicicleta de alto desempenho, avaliada em aproximadamente R$ 90 mil, roubada no trajeto pelo parque. Ela afirmou que dois homens saíram do matagal e a renderam durante o ato.

A vítima contou que não se sentiu segura após o episódio, que ocorreu em novembro de 2023, e desde então evita andar sozinha no percurso. Em 2026, voltou a utilizar a rota apenas com companhia.

Novo modelo de segurança

Cláudio Vieira, membro do Conselho Comunitário de Segurança, afirma que roubos persistem no parque mesmo após quatro anos do caso de Gisele. Ele aponta falta de guaritas e câmeras como deficiência estrutural.

Edgard Benozatti Neto, da Companhia Paulista de Parcerias, diz que o eixo de segurança será ampliado. Serão 24h de vigilância com câmeras integradas aos sistemas Muralha Paulista e Smart Sampa, além de rondas de agentes desarmados.

A Farah Service, atual gestora, também monitorará ocorrências e manterá diálogo com as forças de segurança. A empresa pretende participar da nova licitação.

Contrato e licitação

O parque hoje opera sob convênio com vigência até 31 de maio, sem permitir venda de itens simples. O novo contrato usará a modalidade de permissão de uso, facilitando investimentos. A licitação está marcada para 21 de maio.

Quem vencer o processo ficará responsável pela gestão, zeladoria e segurança do parque por quatro anos, podendo explorar publicidade, lojas, eventos, bicicletas, estacionamento e naming rights. O acesso continuará gratuito.

A SSP informa que a 3ª Delegacia Seccional registrou queda de ~7% nos roubos e ~2% nos furtos no primeiro bimestre de 2026, em comparação com 2025, mas não detalha dados do parque.

Estrutura e extensão do parque

O Parque Linear Bruno Covas tem 8,2 km ao longo da margem do Rio Pinheiros, entre as pontes Cidade Jardim e João Dias, passando pela Ponte Estaiada. A gestão atual aponta necessidade de desassoreamento para a expansão futura.

Existe expectativa de que a PPP, estimada em R$ 9,5 bilhões, inclua o desassoreamento e a despoluição do rio. A entrega da extensão de 8,9 km até a Ponte do Jaraguá depende do avanço dessas obras.

Os frequentadores apontam que o parque atrai ciclistas e corredores pela proximidade com a ciclovia do Rio Pinheiros, que já conta com quiosques e exploração comercial em parte do trajeto, fora do parque.

Em 2024, o parque registrou cerca de 2,7 milhões de visitantes, segundo dados oficiais. Entre eles, moradores da região destacam a oportunidade de ter serviços próximos ao pátio de atividades físicas.

A SSP informa que as equipes atuam na coleta de depoimentos, análise de imagens e identificação dos autores do caso de Gisele, com monitoramento contínuo. A polícia também atua com a Guarda Civil Metropolitana na área.

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