- Déficit primário do governo central ficou em R$ 80,7 bilhões em março, acima da projeção de cerca de R$ 70 bilhões.
- Saldo consolidado do setor público reverteu o superávit de março de 2025 para déficit de R$ 80,7 bilhões.
- Dívida bruta avançou para 80,1% do PIB, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2006.
- Juros nominais somaram R$ 118,9 bilhões em março, alta em relação aos R$ 75,2 bilhões de março do ano anterior.
- Governo disse que continuará com medidas de ajuste fiscal e controle de gastos para reduzir o déficit e estabilizar a dívida.
O déficit primário do governo central brasileiro atingiu R$ 80,7 bilhões em março, segundo dados do Banco Central. O resultado ficou acima da previsão do mercado, que apontava aproximadamente R$ 70 bilhões para o mês. Em março do ano anterior, houve superávit de R$ 3,6 bilhões.
O saldo consolidado do setor público reverteu o desempenho de março de 2025, quando houve superávit de R$ 3,6 bilhões, para um déficit de R$ 80,7 bilhões neste mês. A dívida bruta passou a 80,1% do PIB, atingindo o maior patamar desde o início da série histórica em 2006.
Os juros nominais pagos pelo governo somaram R$ 118,9 bilhões em março, frente R$ 75,2 bilhões em igual período do ano passado. A alta dos encargos com a dívida pressiona o resultado primário, que exclui tais encargos.
Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, afirmou que o aumento do déficit primário reflete a necessidade de ajustes fiscais. O governo mantém a orientação de medidas para contenção do endividamento e promoção da estabilidade das contas públicas.
Apesar da escalada do déficit, a dívida bruta permanece dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 80% do PIB. O secretário ressaltou o compromisso com reformas estruturais e com o controle de gastos para sustentar a trajetória da dívida.
Especialistas destacam que o crescimento do déficit primário pode impactar a credibilidade externa e elevar os custos de captação. O Banco Central confirmou os números de março, destacando o efeito da alta dos juros no processamento do déficit.
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