- A taxa de desemprego foi de 6,1% no primeiro trimestre de 2026, alta de 1,0 ponto percentual frente ao trimestre anterior.
- O número de desempregados chegou a 6,6 milhões, com alta de 19,6% no trimestre (mais 1,1 milhão de pessoas).
- Na comparação anual, o contingente desocupado caiu 13,0%.
- O total de pessoas ocupadas ficou em 102,0 milhões, com queda de 1,0% na margem e recuos setoriais em comércio, administração pública e serviços domésticos.
- A massa de rendimentos do trabalho atingiu 374,8 bilhões de reais, com rendimento médio real habitual de 3.722 reais; a informalidade foi de 37,3% da população ocupada.
O desemprego subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. O indicador mostrou alta de 1,0 ponto percentual frente ao fim de 2025, apesar de ficar abaixo de 6% em muitos trimestres anteriores. O mercado segue aquecido, com renda em patamares elevados.
O contingente de desocupados chegou a 6,6 milhões, aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, equivalente a 1,1 milhão de pessoas sem ocupação. Em relação ao mesmo período de 2025, houve queda de 0,9 milhão. A PNAD Contínua aponta esse pequeno recuo anual.
Apesar da alta da taxa de desemprego, o emprego permanece próximo de mínimas históricas para a série, com o mercado de trabalho ainda aquecido por fatores sazonais e geração de vagas ao longo de 2025. Juros elevados ajudam a manter o cenário estável.
Desempenho por ocupação e setores
A população ocupada somou 102,0 milhões no trimestre, queda de 1,0% frente a dezembro. Em relação a 2025, houve alta de 1,5%. A redução ocorreu em comércio, administração pública e serviços domésticos, que juntos eliminaram vagas.
A leitura aponta movimento sazonal: a frente de queda na ocupação ocorre mesmo com o comércio tipicamente fraco no início do ano, e com contratos temporários no setor público encerrando. O fenômeno reflete ciclos sazonais.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% da ocupação, cerca de 38,1 milhões de trabalhadores informais. O segmento recuou tanto trimestralmente quanto anualmente.
Emprego formal, informalidade e renda
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, estável no trimestre e com alta de 1,3% ante 2025. Trabalhadores sem carteira recuaram 2,1% na margem. O total de trabalhadores por conta própria manteve-se estável.
A massa de rendimentos do trabalho atingiu recorde de R$ 374,8 bilhões no trimestre, sem variação frente ao período anterior, mas alta de 7,1% ante 2025. O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.722, aumento de 1,6% frente ao 3º tri e de 5,5% anual.
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