- O desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses encerrados em março, segundo o IBGE, em linha com a previsão da Reuters.
- A população desocupada chegou a 6,6 milhões, alta de 1,1 milhão de pessoas na comparação trimestral, mas queda de 13,0% frente ao mesmo trimestre de 2025.
- O total de trabalhadores foi de 102,0 milhões, queda de 1,0% no trimestre, com alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025.
- Houve queda no número de ocupados nos setores Comércio, Administração pública e Serviços domésticos, enquanto Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas mostraram alta em relação ao mesmo trimestre de 2024.
- A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, correspondendo a 38,1 milhões de trabalhadores informais, queda em relação ao trimestre anterior.
O desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses encerrados em março, segundo o IBGE. A leitura confirmou a projeção de analistas consultados pela Reuters, que esperavam 6,1% para o período.
Apesar de alta de 1 ponto percentual frente ao trimestre anterior (6,1% vs 5,1%), o indicador representa a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março desde o início da série, em 2012. O levantamento aponta ainda que, desde o trimestre até maio de 2025, a taxa não ultrapassava 6,0%.
A população desocupada foi de 6,6 milhões, um aumento de 19,6% no trimestre, equivalente a 1,1 milhão de pessoas buscando ocupação. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, houve queda de 13,0% (987 mil pessoas a menos procurando trabalho).
O total de trabalhadores no país ficou em 102,0 milhões, com queda de 1,0% no trimestre. Mesmo assim, esse contingente permaneceu 1,5% acima do registrado no mesmo período móvel de 2025, ou seja, 1,5 milhão a mais ocupados.
Entre os dez grupamentos da PNAD Contínua, não houve ganho de ocupação em nenhum setor frente ao trimestre anterior. Três registraram quedas: Comércio (-1,5%), Administração pública (-2,3%) e Serviços domésticos (-2,6%), totalizando menos 870 mil empregos.
Por outro lado, dois setores apresentaram crescimento na comparação com o mesmo trimestre de 2024: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+3,2%, equivalente a 406 mil pessoas) e Administração pública (+4,8%, ou 860 mil).
Já Serviços Domésticos apresentou queda anual de 3,6% (−202 mil pessoas). Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, destacou que a redução ocorre em setores com maior sazonalidade de contratação, como comércio e contratos temporários na educação e na saúde municipal.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais no trimestre. O índice ficou abaixo do registrado no período anterior (37,6%/38,7 milhões) e também abaixo do de março de 2025 (38,0%/38,2 milhões).
No setor privado, o número de empregados com carteira assinada ficou em 39,2 milhões, estável frente ao trimestre, mas com alta anual de 1,3% (mais 504 mil carteiras). Empregados sem carteira somaram 13,3 milhões, queda de 2,1% no trimestre.
O total de trabalhadores por conta própria permaneceu em 26,0 milhões no trimestre, estável. Na comparação anual, houve alta de 2,4% (607 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria). A analista reforçou que a redução da informalidade decorre da retração de empregados sem carteira no setor privado e de trabalhadores por conta própria sem CNPJ.
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