- Desemprego ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, ante 5,1% nos três meses finais de 2025.
- O contingente de desocupados ficou em 6,6 milhões, alta de 1,1 milhão em relação ao trimestre anterior.
- Mesmo com alta, a taxa de 6,1% é a menor para o período janeiro a março na série histórica da PNAD Contínua, que começou em 2012.
- O resultado ficou em linha com a mediana das projeções do mercado, de 6,1%.
- Analistas citam recuperação econômica, estímulos federais, mudança demográfica e vagas ligadas à tecnologia; juros altos podem frear a abertura de vagas.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no 1º trimestre de 2026, ante 5,1% nos três meses anteriores. Os dados são do IBGE, com base na PNAD Contínua, que acompanha pessoas com 14 anos ou mais.
O índice aponta 6,6 milhões de desempregados de janeiro a março, alta de 19,6% em relação ao trimestre outubro/dezembro, e queda de 13% frente ao mesmo período do ano passado. O levantamento começou em 2012.
O desemprego costuma subir no início do ano, parcialmente pelo fim de vagas temporárias e retorno à busca por trabalho. Ainda assim, o IBGE registra o menor patamar para o período janeiro-março na série histórica.
Contexto e fatores influentes
A combinação de desempenho econômico moderado e juros elevados é citada por especialistas como parte do cenário. A recuperação do emprego tem sido gradual, sustentada por medidas de estímulo já adotadas pelo governo.
A demografia também pesa: envelhecimento da população reduz a força de trabalho disponível, o que pode manter níveis de desemprego relativamente baixos mesmo com a abertura de vagas. Além disso, vagas ligadas à tecnologia aparecem como fator de apoio.
Estima-se que o contingente de desocupados tenha crescido em relação ao quarto trimestre, enquanto a comparação anual mostra redução significativa. O debate público acompanha ainda o impacto de políticas públicas sobre o mercado de trabalho.
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