- No trimestre encerrado em março de dois mil e vinte e seis, a desocupação ficou em seis vírgula um por cento, alta de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior (cinco vírgula um por cento) e 0,9 p.p. abaixo de março de dois mil e vinte e cinco (sete por cento).
- A PNAD Contínua aponta que há seis milhões seiscentos mil desocupados, um aumento de 19,6 por cento no trimestre, mas recuo de 13,0 por cento em relação ao mesmo trimestre de dois mil e vinte e cinco.
- O total de trabalhadores foi de cento e dois milhões, queda de 1,0 por cento ante o trimestre anterior, porém alta de 1,5 por cento frente ao mesmo período de dois mil e vinte e cinco.
- Comércio, Administração pública e Serviços domésticos tiveram queda de empregos no trimestre, somando mais de oitocentos e setenta mil postos perdidos; ao mesmo tempo, houve alta anual em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, e em Administração pública.
- A informalidade ficou em 37,3 por cento da população ocupada (38,1 milhões), menor que o trimestre anterior; a massa de rendimento ficou em R$ 374,8 bilhões e o rendimento médio real habitual em R$ 3.722, com alta tanto no trimestre quanto no ano.
A taxa de desocupação do trimestre móvel encerrado em março de 2026 subiu para 6,1%, ante 5,1% no período de outubro a dezembro. Mesmo assim, é a menor desocupação para um trimestre encerrado em março na série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A população desocupada chegou a 6,6 milhões, alta de 1,1 milhão frente ao trimestre anterior.
O total de trabalhadores somou 102,0 milhões, queda de 1,0% no trimestre, mas ainda assim 1,5% acima do mesmo trimestre móvel de 2025. Apesar da alta da taxa de desemprego, o mês de março registrou resultados positivos em comparação anual para alguns setores e mudanças pontuais na composição da força de trabalho.
Frente ao trimestre anterior, não houve aumento na ocupação em nenhuma das 10 atividades analisadas. Houve quedas em Comércio (1,5%), Administração pública (2,3%) e Serviços domésticos (2,6%), que juntos perderam mais de 870 mil postos de trabalho. Outros setores mostraram variações menores nesse recorte trimestral.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve alta em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,2%) e em Administração pública (4,8%). Em contrapartida, Serviços Domésticos apresentaram queda de 3,6% nesse período.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais, menor que o trimestre anterior e que o registrado em março de 2025. O emprego com carteira assinada no setor privado ficou estável no trimestre, em 39,2 milhões, mas avançou 1,3% no ano. Trabalhadores por conta própria somaram 26,0 milhões, estáveis no trimestre, porém 2,4% acima do registrado há um ano.
A massa de rendimento médio real atingiu recorde de 374,8 bilhões de reais no trimestre, estável frente ao período anterior e 7,1% superior na comparação anual. O rendimento médio real habitual ficou em 3.722 reais, alta de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, com avanços em Comércio e Administração Pública.
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitorar a força de trabalho, com amostra de cerca de 211 mil domicílios visitados a cada trimestre. A coleta passou a ocorrer por telefone durante a pandemia, retornando à presencial em 2021. O IBGE recomenda consultar os resultados da PNAD Contínua Mensal para o próximo trimestre.
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