- Governo lança a segunda fase do Move Brasil, ampliando o financiamento para caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, totalizando 21,2 bilhões de reais.
- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o operador, com 6,7 bilhões de reais aportados pelo banco e 14,5 bilhões vindos do Tesouro Nacional, ainda com valor máximo por beneficiário de 50 milhões de reais.
- Caminhoneiros autônomos passam a poder financiar em até dez anos, com carência de 12 meses; a taxa de juros foi reduzida para 11,3 por cento e são previstos 2 bilhões de reais para esse público.
- O governo destacou que a medida melhora condições, prazos e acesso ao crédito; Lula pediu rapidez na liberação pelos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES).
- Requisitos ambientais passam a valer: financiamentos devem atender a critérios de sustentabilidade, com vantagens para veículos de menor consumo e menor emissão, inclusive com incentivos para reciclagem de veículos velhos.
O governo federal lançou nesta quinta-feira (30) a segunda fase do Move Brasil, programa que financia a renovação da frota de caminhões e amplia o suporte a ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. A nova etapa eleva o total disponível para 21,2 bilhões de reais, com recursos de origem pública e do Tesouro. A iniciativa visa facilitar crédito a transportadoras, cooperativas e caminhoneiros autônomos, reduzindo custos e prazos.
O BNDES atua como operador, em parceria com outras instituições financeiras, mantendo o teto de 50 milhões de reais por beneficiário. O desembolso aumenta em relação à primeira fase, que teve 10 bilhões e já foi consumida em pouco mais de três meses. O financiamento inclui ônibus, micro-ônibus e componentes como reboques e carrocerias.
Move Brasil ampliado
Durante a cerimônia no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou que as condições foram ajustadas, com maior prazo de carência e juros menores. O total de 21,2 bilhões é composto por 6,7 bilhões do BNDES e 14,5 bilhões do Tesouro.
Lula pediu agilidade na liberação de crédito por bancos públicos, citando que de 1 bilhão inicialmente previsto, apenas 200 milhões haviam sido liberados. O objetivo é atender caminhoneiros autônomos com maior participação de crédito público.
Condições para autônomos e taxas
Os caminhoneiros autônomos passam a ter financiamento com até 10 anos para pagamento e carência de 12 meses, frente a 5 anos e 6 meses de carência anteriores. O programa destina 2 bilhões a esse público, buscando ampliar o acesso ao crédito.
A taxa de juros foi reduzida para 11,3%, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A queda busca tornar o crédito mais competitivo frente aos custos operacionais do setor.
Requisitos e impactos
Os financiamentos ficaram condicionados a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica, com prioridade para veículos de menor consumo e emissões reduzidas. Quem reciclar veículos velhos pode obter taxas ainda mais vantajosas.
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) celebra a política industrial integrada, destacando o papel da cadeia logística. O caminhão e o ônibus são vistos como parte essencial do atendimento a famílias e da produção nacional.
Medidas Provisórias
Durante o evento, Lula assinou duas Medidas Provisórias. A primeira amplia o Move Brasil e permite aumento da participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) em até 2 bilhões de reais. A segunda cria Crédito Extraordinário de 17 bilhões para sustentar garantias públicas a operações de crédito, ampliar o Move Brasil e apoiar o FGCE.
O MOVE Brasil passa a exigir maior embasamento técnico para ampliar o acesso ao crédito, com foco na renovação da frota, melhoria da eficiência e redução de custos operacionais no transporte rodoviário.
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