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Governo anuncia nova etapa de financiamento para caminhões e ônibus

Nova rodada de crédito Move Brasil visa renovar frotas de caminhões e ônibus; primeira fase esgotou R$ 10 bilhões em 90 dias

Caminhões em fábrica de SP; primeira rodada de R$ 10 bilhões em financiamento se esgotou em 90 dias
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  • Governo anuncia nova rodada do Move Brasil para renovar frotas de caminhões e ônibus, com detalhamento esperado em cerimônia no Palácio do Planalto.
  • O Move Brasil já teve a primeira rodada, de R$ 10 bilhões, que se esgotou em 90 dias; o novo lote visa ampliar crédito para caminhões e frotas de ônibus.
  • Na primeira fase, o financiamento foi de origem mista (cerca de R$ 6 bilhões do Tesouro e R$ 4 bilhões do BNDES), com juros entre 13% e 14% ao ano e prazo de até sessenta meses.
  • Até início de março, foram aprovados R$ 5 bilhões, contratados R$ 4,2 bilhões e desembolsados R$ 2,8 bilhões; ao todo, houve 4.620 operações em mais de mil municípios, com tíquete médio de cerca de R$ 1 milhão.
  • Anfavea aponta que, apesar da retração nos emplacamentos, houve demanda reprimida suficiente para manter mercado aquecido; estimativa aponta necessidade de cerca de R$ 20 bilhões adicionais em financiamento para caminhões em 2026.

O governo federal anunciará nesta quinta-feira uma nova rodada de financiamento do Move Brasil, destinado à renovação de frotas de caminhões e ônibus. O anúncio chegará após o esgotamento de R$ 10 bilhões na primeira fase do programa, lançada em dezembro de 2025. A cerimônia ocorrerá no Palácio do Planalto.

O Move Brasil teve origem mista de recursos: R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões do BNDES, via linha Renovação de Frota. O objetivo é facilitar aquisição de caminhões novos ou seminovos, com foco em modelos mais econômicos e menos poluentes. As condições incluem até R$ 50 milhões por beneficiário, prazo de até 60 meses e carência de até seis meses. As taxas ficam entre 13% e 14% ao ano.

Dados do BNDES indicam que, até o começo de março, R$ 5 bilhões haviam sido aprovados, com R$ 4,2 bilhões contratados e R$ 2,8 bilhões desembolsados. Ao todo, foram 4.620 operações em mais de 1.100 municípios, com tíquete médio de cerca de R$ 1 milhão. Até o fim de abril, os R$ 10 bilhões já estavam contratados.

Desempenho do programa e setor de transportes

A maior parte dos recursos foi destinada a empresas de transporte, com menor participação para caminhoneiros autônomos. A Anfavea informou que o mercado de caminhões entrou 2026 em retração, com queda de 28,7% nos emplacamentos nos primeiros meses. A projeção para o ano aponta venda de aproximadamente 80 mil unidades, ante 113 mil em 2025.

Para ônibus, a Anfavea aponta queda de 33,4% entre janeiro e fevereiro de 2026, com expectativa de cerca de 15 mil unidades vendidas em 2026, frente a quase 24 mil em 2025. A entidade ressalta que as compras apoiadas pelo Move Brasil ainda não foram completamente refletidas nos números do setor.

Caminhoneiros autônomos aparecem com menor parcela no momento, em função da maior facilidade de acesso ao crédito por parte de donos de frotas. A Anfavea estima demanda adicional de cerca de 20,5 mil caminhões até o fim de 2026, o que elevaria o total financiado a aproximadamente 33 mil unidades.

Segundo a associação, para alcançar esse patamar, seria necessária uma nova rodada de crédito na casa de aproximadamente R$ 20 bilhões. A avaliação considera a demanda reprimida do setor e o papel do Move Brasil na recuperação do crédito reflita no ritmo de emplacamento.

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