- Déficit nominal de R$ 199,5 bilhões em março, o maior mês desde junho de 2020, segundo o Banco Central, devido a pagamentos determinados pela Justiça e a estímulos antes das eleições.
- Déficit primário ficou em R$ 80,7 bilhões.
- Resultado ficou acima da mediana de R$ 153,9 bilhões prevista pela Bloomberg.
- Governo tem feito cortes de impostos sobre combustíveis, novos subsídios e deve anunciar programa de renegociação de dívidas de consumidores nesta semana.
- A leitura dos números aponta maior deterioração das contas públicas e credibilidade fiscal fragilizada, em um cenário político com Lula na disputa eleitoral.
O Banco Central informou que o Brasil registrou em março um déficit fiscal nominal de 199,5 bilhões de reais, o maior mês desde a pandemia. O resultado ficou acima da mediana de 153,9 bilhões prevista pela Bloomberg.
Mesmo sem considerar precatórios, o rombo ainda supera o observado no mesmo mês do ano anterior, segundo análises de mercado. A avaliação aponta que a deterioração crônica das contas públicas contribuiu para um quadro fiscal mais instável.
O governo atribui parte do déficit a pagamentos determinados pela Justiça e a estímulos econômicos mantidos antes das eleições de outubro. A prática intensifica a pressão sobre as contas públicas.
Contexto fiscal e cenários políticos
Lula enfrenta cenário eleitoral com pesquisas indicando empate com o adversário de direita, Flávio Bolsonaro, o que pode ampliar a percepção de continuidade de medidas de estímulo. Investidores aguardam próximos passos fiscais e ajustes na política econômica.
Medidas recentes incluem cortes de impostos sobre combustíveis e subsídios, além de propostas para renegociação de dívidas de consumidores. Autoridades prometem anunciar, ainda nesta semana, novos detalhes para reduzir o impacto no orçamento.
- Fonte: colaboração de Giovanna Serafim.
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