- O Ibovespa fechou abril em 187.318 pontos, com queda de 0,08%.
- No início do mês, o índice chegou perto de 200 mil pontos e registrou 18 recordes em 2026, com máxima intradia de 199.354,81 pontos e fechamento de 198.657,33 pontos.
- O movimento foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro, levando o saldo mensal a cerca de R$ 10 bilhões, mesmo com volatilidade.
- Nos últimos cinco pregões de abril, houve saída de aproximadamente R$ 4,5 bilhões de estrangeiros, após sete semanas de entradas, e o índice chegou a perder mais de 10 mil pontos em duas semanas.
- Olhando adiante, o cenário aponta maior seletividade, dependência de fluxo externo e sensibilidade ao ambiente global, com atenção a juros no Brasil e nos Estados Unidos e a tensões geopolíticas.
O Ibovespa encerrou abril praticamente estável, com queda de 0,08%, aos 187.318 pontos. A volatilidade dominou as semanas, com mudança de direção ao longo do mês e uma perda de fôlego na reta final.
No começo de abril, o índice chegou perto dos 200 mil pontos, mas perdeu força na segunda quinzena, acumulando correção relevante antes do fechamento mensal. A leitura aponta um mês de queda em termos de fôlego, após calor inicial.
Desempenho e fluxo de capitais
Até 14 de abril, o Ibovespa registrou alta de cerca de 6% no mês e mais de 23% no ano, com 18 recordes em 2026 e máximas intradia próximas a 199.355 pontos. A valorização foi puxada pela entrada de capital estrangeiro, diante de dólar mais fraco e busca por emergentes.
A partir da segunda metade de abril, houve reversão. Em duas semanas, o índice chegou a perder mais de 10 mil pontos, consequência de lucros e mudanças no fluxo global. Os últimos cinco pregões até 27 de abril mostraram saída de cerca de R$ 4,5 bilhões estrangeiros.
Apesar disso, o saldo mensal permaneceu positivo, com ingresso total de aproximadamente R$ 10 bilhões. O impulso externo ajudou o market cap, antes de recuar com movimentos globais de risco.
Cenário global e perspectivas
Ao longo de abril, o Brasil se beneficiou do fluxo internacional visando juros e commodities. O primeiro trimestre teve entradas líquidas de R$ 53,83 bilhões, o melhor resultado desde 2022. A rotação para mercados asiáticos e ativos norte-americanos reduziu o apetite por risco.
Analistas apontam mudança de humor e maior seletividade para os próximos meses. O Ibovespa deverá depender de fluxo externo, de tensões geopolíticas e de perspectivas de juros no Brasil e nos EUA.
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