- As normas IFRS S1 e S2 entram em vigor a partir de 2026 e mudam a divulgação de informações, integrando riscos de sustentabilidade ao reporte financeiro.
- A sustentabilidade passa a influenciar fluxo de caixa, estratégia e custo de capital, exigindo diligência na cadeia de suprimentos, gestão ambiental, transição energética e adaptação às mudanças climáticas.
- A qualidade das informações aumenta com asseguração razoável, tornando casos de greenwashing de alto risco para auditorias, investidores e reguladores.
- A integração entre finanças, sustentabilidade, gestão de riscos e governança é essencial, com o conselho de administração atuando ativamente na supervisão de riscos climáticos.
- A materialidade financeira passa a orientar as divulgações, exigindo identificação de riscos e oportunidades que possam impactar o valor do negócio, incluindo riscos físicos e de transição.
A introdução das normas IFRS S1 e S2 marca uma virada na divulgação de sustentabilidade pelas empresas. Em vigor a partir de 2026, elas integram riscos ambientais, climáticos e de sustentabilidade ao reporte financeiro, elevando a transparência. O objetivo é alinhar informações não financeiras aos impactos econômicos.
A mudança não é apenas normativa. Indica uma nova relação entre sustentabilidade e desempenho financeiro, influenciando governança, fluxo de caixa, custo de capital e estratégia corporativa. A centralidade passa a ser a verificação de dados e a consistência entre áreas.
A implementação exige que áreas de Finanças, Sustentabilidade, Gestão de Riscos e Governança atuem de forma integrada. A rastreabilidade de dados, controles internos e garantias de qualidade passam a ser fundamentais para auditores e reguladores.
O que muda na prática
As normas exigem asseguração razoável sobre os relatórios, com avaliação de premissas de riscos climáticos e outros fatores. Riscos físicos e de transição precisam ter impacto financeiro mensurável para o negócio.
Desafios de integração
A harmonização entre informações financeiras e não financeiras é um desafio para as organizações. A governança precisa incorporar a supervisão de riscos climáticos nas decisões estratégicas, com responsabilidades claras.
Foco na materialidade financeira
A materialidade se ancora em impactos que possam influenciar decisões de investidores e credores. A análise estruturada de riscos e oportunidades passa a ser parte central da gestão.
Governança e supervisão
Conselhos ganham papel ativo na pauta de sustentabilidade, com acompanhamento de métricas e integração às estratégias. A sustentabilidade passa a tema de governança corporativa, não apenas de operação.
Preparação e vantagem competitiva
Empresas que iniciam a adaptação estruturada antes do início do reporte colhem ganhos em governança e qualidade de dados. A prática antecipada pode reduzir lacunas e facilitar a compliance.
Daniele Barreto e Silva, sócia de ESG da Grant Thornton Brasil
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