- Petrobras retomou as operações da Ansa, em Araucária, Paraná, iniciando a primeira produção de ureia desde a reativação, em 30 de abril de 2026.
- O investimento foi de R$ 870 milhões, com mobilização que gerou mais de dois mil empregos, e a operação será gradual.
- A Ansa tem capacidade de 720 mil toneladas/ano de ureia, 475 mil toneladas/ano de amônia e 450 mil m³/ano de Arla 32.
- A reativação faz parte de plano da Petrobras para voltar ao mercado de fertilizantes, já com retomadas das unidades Fafen-BA e Fafen-SE nos últimos anos e meta de 20% de participação no mercado interno de ureia.
- O projeto também envolve a conclusão da UF N-III, em Três Lagoas (MS), com operação comercial prevista para 2029, para ampliar a oferta nacional de ureia.
A Petrobras anunciou a retomada das operações da Ansa (Araucária Nitrogenados S.A.), em Araucária, Paraná. Nesta quinta-feira (30 de abr. 2026), a empresa iniciou a 1ª produção de ureia desde a reativação da unidade, encerrando um período de parada que começou em 2020. A retomada faz parte de um plano maior de retorno ao mercado de fertilizantes.
A operação de reativação envolveu investimentos de cerca de R$ 870 milhões. O processo, iniciado em 2024, incluiu manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais, recomposição de equipes e contratação de serviços. A mobilização gerou mais de 2.000 empregos além dos cerca de 700 postos diretos na operação regular.
A Ansa tem capacidade de 720 mil toneladas/ano de ureia, 475 mil toneladas/ano de amônia e 450 mil m³/ano de Arla 32. A retomada ocorre de forma gradual, com intenção de ampliar gradualmente a produção e a participação da empresa no mercado interno de fertilizantes.
Reforço da indústria nacional
A estratégia da Petrobras inclui outras fases: já foram reiniciadas as fábricas Fafen-BA, na Bahia, em janeiro de 2026, e Fafen-SE, em Sergipe, em dezembro de 2025. Com a Ansa, a estatal projeta alcançar cerca de 20% de participação do mercado interno de ureia nos próximos anos.
A meta a médio prazo inclui a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas (MS), prevista para operar comercialmente a partir de 2029. O plano é ampliar a capacidade nacional e reduzir a dependência de importações.
Segundo a Petrobras, a soma das fábricas em operação fortalece a cadeia produtiva do agronegócio e reduz vulnerabilidades externas. A empresa aponta que o setor de fertilizantes é estratégico para o país e para a indústria nacional.
A reativação da Ansa ocorre em um contexto de alta nos preços da ureia, influenciado pela guerra no Oriente Médio e pela logística de escoamento pelo Estreito de Ormuz. O Brasil importou quase 90% do fertilizante utilizado em 2025, enfatizando o objetivo de ampliar produção nacional.
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