- R$ 60 trilhões foi o lucro de quatro grandes empresas de tecnologia no último trimestre, valor equivalente a cinco vezes o PIB brasileiro.
- Google, Amazon, Meta e Microsoft somaram cerca de US$ 12 trilhões em ganhos, impulsionados pelo uso de IA que aproveita conteúdo jornalístico sem remuneração.
- Produtores de conteúdo não recebem pela utilização de seus materiais pelas plataformas de IA.
- Especialistas apontam desequilíbrio entre custo de produção e uso pela IA, além de preocupações com a confiabilidade das informações geradas.
- Países discutem formas de taxar as gigantes; Austrália propõe 2,25% do faturamento anual se não houver acordo com veículos, enquanto o Brasil ainda não tem regulamentação para remuneração.
Três grandes empresas de tecnologia estão obtendo lucros elevados com o uso de inteligência artificial que utiliza conteúdos jornalísticos sem remuneração aos produtores. Segundo a matéria, R$ 60 trilhões teriam sido auferidos pelo conjunto dessas companhias no último trimestre, valor equivalente a cinco vezes o PIB brasileiro. Nesse contexto, Google, Amazon, Meta e Microsoft teriam somado cerca de US$ 12 trilhões em ganhos, sem repasses ao setor de comunicação.
Especialistas apontam um desequilíbrio na relação entre criadores de conteúdo e as plataformas. A dinâmica envolve uso de material com custos de produção, repasse ausente e reprodução como se fosse propriedade das gigantes. Além disso, cresce a preocupação com a confiabilidade das informações geradas pela IA, que podem reunir dados de várias fontes e apresentar inconsistências.
Debates sobre cobrança e regulação
Países discutem formas de tributar o uso de conteúdo jornalístico pelas plataformas. A Austrália tem propostas de cobrança de 2,25% sobre o faturamento anual quando não houver acordos com veículos. No Brasil, a regulamentação ainda não definiu regras de remuneração para o setor. Analistas defendem a necessidade de debate e de uma legislação específica.
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