- Goldman Sachs prevê que a Europa pode ficar sem combustível para aviação até o fim do ano se o estreito de Ormuz não reabrir em junho, agravando a escassez já neste verão.
- O cenário base, com normalização entre junho e julho, ainda prevê escassez extrema durante o verão e início do outono, com possível racionamento em países mais afetados.
- Países com maiores déficits de fornecimento: Reino Unido (aproximadamente 195 mil barris/dia), Alemanha (99 mil), França (92 mil) e Itália (50 mil); Holanda e Grécia seriam exportadores líquidos.
- O Reino Unido não possui reservas estratégicas e depende de compras comerciais, com capacidade de reserva estimada em 29 dias; Espanha soma 34 dias de reservas totais (comerciais + estratégicas).
- A demanda de combustível para aviação pode recuar cerca de 3%, com aumentos de tarifas e bilhetes entre 15% a 30% para compensar custos elevados, caso preços permaneçam altos.
O Goldman Sachs prevê que a Europa pode ficar sem combustível para aviação até o fim do ano se o estreito de Ormuz não abrir em junho. O cenário base aponta normalização entre junho e julho, mas com escassez extrema no verão e início do outono. A avaliação parte de um choque ligado ao bloqueio de Ormuz.
Segundo o banco, as reservas de combustível para aviação na Europa caem para níveis críticos já na primavera, com risco de faltar até fim do ano caso o retorno do abastecimento se confirme apenas em julho. A escassez será sentida de maneira mais intensa nos meses quentes.
A instituição analisa que o atual déficit vem de aumentos de preços do petróleo e de refinarias de Oriente Médio e Ásia operando no limite. O efeito prático é queda de disponibilidade e pressão de custos para o setor aéreo europeu.
Em termos de impacto, a previsão é de racionamento em países mais expostos, como Reino Unido, principal importador líquido de combustível para aviação, seguido por Alemanha, França e Itália. Países como Holanda e Grécia apresentam balanços diferentes, com saldos de exportação.
A análise destaca que a situação depende, ainda, da capacidade de recuperação de fornecimento de fontes alternativas, como Estados Unidos e África Ocidental, e da flexibilidade das refinarias europeias, que operam perto da capacidade máxima para combustível de aviação.
A curto prazo, a demanda pode recuar, com impactos esperados na disponibilidade de voos e em tarifas. O banco também aponta que, para repassar o aumento de custo, as tarifas podem subir entre 15% e 30% dependendo do segmento, acelerando a busca por melhorias de eficiência.
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