- O IGP-M de abril ficou em 2,73%, o maior nível mensal desde maio de 2021, puxado pelo impacto da guerra no Oriente Médio.
- A gasolina subiu 6,29% e o óleo diesel 14,93% em abril, pressionando os preços ao consumidor e o frete.
- O IPA, que tem peso de 60% no indicador, avançou 3,49% em abril, a maior alta desde maio de 2021. O IPC subiu 0,94%, com itens como tomate (13,44%), leite longa vida (9,20%) e tarifa de eletricidade residencial (0,80%).
- O grupo Transportes registrou alta de 2,26%, refletindo o aumento dos combustíveis. O INCC subiu 1,04% no mês.
- Em doze meses, o IGP-M acumula 0,61%, encerrando uma sequência de cinco meses de deflação. A coleta de preços ocorreu de 21 de março a 20 de abril.
O IGP-M de abril ficou em 2,73%, o maior valor mensal desde maio de 2021, quando atingiu 4,10%. O registro reflete o impacto direto da guerra no Oriente Médio sobre preços no Brasil.
No mês anterior, março teve alta de 0,52%. Em abril de 2025, o indicador chegou a 0,24% no mesmo período. Em 12 meses, o IGP-M acumula 0,61%, interrompendo uma sequência de cinco meses de deflação.
O dado foi divulgado pelo Ibre, da FGV, nesta quarta-feira. Economistas destacam a influência do conflito geopolítico na região do estreito de Ormuz sobre a formação de preços no país.
Componentes do IGP-M e impactos
O IPA, que responde por 60% do índice, avançou 3,49% em abril, a maior alta desde maio de 2021 (5,23%). O IPC subiu 0,94%, contribuindo para o ritmo mensal.
Entre as pressões mais relevantes, destacam-se: gasolina 6,29%, leite longa vida 9,20%, tomate 13,44%, óleo diesel 14,93% e tarifa de eletricidade residencial 0,80%. O grupo Transportes subiu 2,26%.
O INCC, terceiro componente, avançou 1,04%. O peso relativo do IPA segue como o principal determinante do IGP-M.
Contexto e alternativas de política
O IGP-M é conhecido como a inflação do aluguel, usado para reajustes de contratos imobiliários. O levantamento de preços ocorreu entre 21 de março e 20 de abril, em sete cidades.
A guerra no Oriente Médio tem ampliado a volatilidade de commodities, especialmente petróleo e derivados. O governo brasileiro tem adotado medidas para conter a pressão de custos, como isenções e subsídios a produtores e importadores.
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