- Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, divergiu da declaração de política monetária desta semana devido a riscos inflacionários ligados ao conflito no Irã.
- Ele argumenta que o aumento dos preços de energia pode manter a inflação acima da meta por mais tempo.
- Disse que o Fed não deveria sinalizar que a próxima medida será, necessariamente, um corte de juros.
- Propôs que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) ofereça orientação indicando que a próxima mudança na taxa de juros pode ser tanto um corte quanto um alta, conforme a economia evolua.
- Ressaltou que, antes do conflito, havia confiança na desaceleração gradual da inflação; o fechamento do Estreito de Ormuz pode impedir rotas alternativas para petróleo, gás e outras commodities.
Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, discorda da declaração de política monetária desta semana. A dissidência foca nos riscos inflacionários ligados ao conflito no Irã e às pressões sobre energia.
Segundo Kashkari, o Fed não deveria sinalizar que a próxima medida será um corte de juros. Ele defende uma orientação flexível, que indique possibilidade tanto de alta quanto de corte, conforme evolua a economia.
Antes do início do conflito entre EUA, Israel e Irã, Kashkari estimava que a inflação começava a desacelerar. Com o choque no mercado de petróleo, ele aponta que não há sinal claro de arrefecimento dos preços de commodities. O estreito de Ormuz é citado como fator crítico para oferta de petróleo e gás.
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