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Petrobras reajusta querosene de aviação em 18% e mantém parcelamento

Petrobras eleva em 18% o preço do querosene de aviação e oferece parcelamento em seis parcelas para atenuar impacto no setor

Avião da Azul decola do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro 17/01/2025 REUTERS/Ricardo Moraes
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  • A Petrobras reajustou o querosene de aviação em 18%, o que corresponde a um aumento de R$ 1 por litro em relação ao mês anterior.
  • Distribuidoras que atendem à aviação poderão parcelar parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela em julho de 2026, para preservar a demanda.
  • O QAV representa quase metade dos custos operacionais das companhias aéreas, e o reajuste ocorre em meio à alta global do petróleo devido à guerra no Irã.
  • O governo zerou, até 31 de maio, as alíquotas do PIS e Cofins sobre o combustível; outras medidas incluem adiamento de tarifas de navegação aérea e crédito de R$ 9 bilhões via BNDES e Fundo Nacional de Aviação Civil.
  • A Petrobras atua como principal fornecedora de QAV, com participação de cerca de 85% na produção, em um mercado aberto à concorrência para outras produtoras/importadoras.

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 1º, reajuste médio de 18% no preço do querosene de aviação (QAV), o que representa um acréscimo de R$ 1 por litro frente ao mês anterior. O reajuste ocorre no contexto de altas no preço internacional do petróleo.

O QAV abastece aviões e helicópteros e representa boa parte dos custos das companhias aéreas. A estatal informou que o preço é definido mensalmente no dia 1 e, neste mês, mantém a opção de parcelamento do aumento.

Parcelamento

Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão parcelar parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela em julho de 2026. A medida busca preservar a demanda pelo combustível e reduzir impactos no setor.

Segundo a Petrobras, o parcelamento ajuda a manter o equilíbrio financeiro dos clientes e a estabilidade do mercado, diante de um cenário geopolítico excepcional.

Antes do reajuste de maio, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que o QAV respondia por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado para distribuidoras, que o repassam às companhias e aos consumidores nos aeroportos.

A estatal detém cerca de 85% da produção de QAV no Brasil, em um mercado aberto à entrada de outras produtoras e importadoras.

Contexto geopolítico

A guerra no Irã, iniciada em fevereiro, elevou o preço do petróleo Brent, que chegou a quase US$ 120 o barril, frente a cerca de US$ 70 antes do conflito. A situação impacta a cadeia de suprimento global e a formação de preços no mercado interno.

A Petrobras informou que utiliza uma fórmula de precificação com mais de 20 anos de atuação, que busca equilíbrio entre mercados nacionais e internacionais, funcionando como amortecedor de curto prazo.

O preço no mercado internacional costuma reajustar-se com mais intensidade do que no Brasil, segundo a estatal, o que explica, em parte, o reajuste local de maio.

Apoio governamental

Para atenuar o impacto, o governo zerou, até 31 de maio, as alíquotas do PIS e Cofins incidentes sobre o QAV. Além disso, houve adiamento de tarifas de navegação aérea e dois créditos de R$ 9 bilhões para companhias, operados pelo BNDES e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil.

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