- A IA está realocando pessoas e remodelando processos; segundo Marco Castro, há negócios que podem desaparecer por causa da inteligência artificial.
- Um estudo da PwC aponta dificuldade de reportar retorno financeiro de investimentos em IA e indica que o Brasil está entre os 20% menos avançados na adoção da tecnologia.
- O presidente da PwC Brasil e Equador afirma que o Brasil oferece condições atrativas para investimento estrangeiro, mas o ambiente regulatório é mais crítico que o econômico para capitais de longo prazo.
- Castro diz que a taxa básica de juros e a inflação atuais pesam mais para o sucesso dos negócios do que a disputa eleitoral em curso.
- Sobre escândalos corporativos e a obrigação de publicar relatórios de sustentabilidade, ele afirma que auditorias visam avaliar governança e processos, e que falta organização de informações para o tema ambiental.
O presidente da PwC no Brasil e no Equador, Marco Castro, afirma que a inteligência artificial está reorganizando processos e realocando pessoas, com alguns negócios até mesmo desaparecendo. Ele participou do programa Capital Insights, da Broadcast em parceria com a CNN Brasil Money, para comentar impactos da IA no cenário corporativo.
Castro aponta que a maior parte dos executivos tem dificuldade em reportar retorno financeiro de investimentos em IA. Em entrevista, ele lembrou que o Brasil está entre os 20% menos avançados no uso da tecnologia no mundo, segundo estudo da própria PwC.
Investimento estrangeiro
O executivo diz que o Brasil oferece condições sociais, econômicas e geopolíticas atraentes para capital estrangeiro. Segundo ele, há vantagens frente a outros emergentes, mas preocupa o tratamento ao capital externo e um ambiente regulatório considerado mais crítico que o econômico para investimentos de longo prazo.
Castro também avalia que a taxa básica de juros atual representa um desafio maior para o sucesso dos negócios do que a corrida presidencial deste ano. A incerteza sobre inflação e custos de financiamento é enfatizada pelo presidente da PwC.
Governança, auditoria e sustentabilidade
Em relação aos recentes escândalos corporativos, como o caso do Banco Master, Castro destacou que auditorias não servem apenas para detectar fraudes, mas para avaliar processos e governança. Ele reforçou que fraudes costumam ocorrer fora dos processos formais da empresa.
Sobre a obrigatoriedade de publicar relatórios de sustentabilidade por empresas abertas, conforme padrões internacionais, Castro ressaltou a necessidade de haver mais processos e sistemas capazes de organizar as informações. O tema ambiental é destacado como relevante para o país.
Entre na conversa da comunidade