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Trabalhadores mais jovens dão preferência à estabilidade da CLT

Trabalhadores mais jovens puxam a preferência por vagas formais; 92,6% da Geração Z e 86,8% dos Millennials escolhem CLT, sinalizando busca por estabilidade

Carteira de trabalho (Shutterstock)
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  • Pesquisa da Serasa Experian mostra que 78,7% dos brasileiros em busca de emprego preferem o regime CLT, sendo 92,6% na Geração Z e 86,8% entre Millennials.
  • A preferência por emprego formal cai com a idade: 82,9% na Geração X e 50% entre os Baby Boomers.
  • A reinvenção profissional é comum: 69,1% dos brasileiros dizem estar abertos a mudar de carreira nos próximos anos, destacando maior abertura entre os mais experientes (82,3% dos Baby Boomers).
  • Quanto à permanência no mercado, 36,8% dos Baby Boomers pretendem trabalhar enquanto houver saúde; outras gerações projetam atuação até 50, 60 ou 70 anos.
  • Os principais motivos para permanecer ativo são valorização da experiência (39,7%), saúde e bem‑estar (38,5%) e oportunidades de requalificação (29,5%).

O que aconteceu: uma pesquisa da Serasa Experian aponta que a maioria dos brasileiros em busca de emprego prefere vagas formais regidas pela CLT. Entre os jovens, esse impulso é ainda mais evidente, com destaque para a Geração Z.

Quem está envolvido: a Serasa Experian realizou o levantamento, com a participação de 1.521 profissionais ativos ou em busca de recolocação, de várias regiões e faixas etárias. A gerente de RH da empresa, Fernanda Guglielmi, comenta os motivos.

Quando e onde: o estudo integra a série Panorama do Trabalho e descreve tendências observadas entre novembro e dezembro de 2025 no Brasil. Os dados dialogam com publicly divulgados de PNAD e Caged sobre o atual vigor do emprego formal no país.

Por quê: a preferência pela CLT está ligada à previsibilidade contratual no momento da busca de trabalho, especialmente no início da carreira, sem abandonar a chance de reinvenção profissional ao longo da trajetória.

Dados sobre a preferência pela CLT

78,7% dos brasileiros em busca de vaga entrevistados pela Serasa preferem o regime CLT. Entre a Geração Z, a taxa chega a 92,6%, e entre Millennials, 86,8%. Há queda progressiva nas gerações mais velhas.

Entre Baby Boomers, apenas 50% desejam CLT, com maior adesão a formatos alternativos como trabalho liberal (23,3%), terceirizado (16,7%) e PJ (10%).

Reinvenção e mobilidade profissional

A pesquisa aponta abertura à mudança de carreira como parte do processo de busca de emprego. No total, 69,1% dos brasileiros dizem estar dispostos a mudar de área nos próximos anos. Entre as gerações, a disposição é maior entre os mais experientes: 82,3% dos Baby Boomers.

Fernanda Guglielmi afirma que a reinvenção não fica restrita ao início da carreira, acompanhando mudanças de prioridades ao longo da vida profissional.

Permanência no mercado

Quanto à duração da atuação no mercado, há diferentes perspectivas por geração. Entre Baby Boomers, 36,8% planejam trabalhar enquanto tiverem saúde. Na Geração Z, 24,6% projetam atuação até os 50 anos e 29,7% até os 60.

Entre Millennials, 34,8% pretendem trabalhar até os 60 anos, e na Geração X, 42,3% estimam atuação entre 60 e 70 anos.

Incentivos para manter profissionais ativos

Para 39,7% dos entrevistados, a valorização da experiência é o principal motivo para permanecer no trabalho. Em seguida aparecem investimento em saúde e bem-estar (38,5%) e oportunidades de requalificação (29,5%).

Metade dos entrevistados (53,1%) cita fatores pessoais como determinantes para continuar trabalhando, enquanto aspectos ligados às empresas (25%) e ao contexto social (19,5%) também influenciam.

Perspectiva de empregadores e condições

A atratividade das empresas, segundo a edição do Panorama, depende de salários e benefícios competitivos (28,3%), ambiente saudável e colaborativo (22,3%) e oportunidades de crescimento (13,7%).

Fernanda ressalta que a relação com o trabalho é marcada pela estabilidade inicial associada a trajetórias mais flexíveis ao longo da vida profissional.

Sobre o estudo

Os dados integram a série Panorama do Trabalho, produzida pela Serasa Experian. O levantamento foi realizado entre novembro e dezembro de 2025, com 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego. A margem de erro é de 3%.

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