- A Rogo Technologies levantou US$ 160 milhões em sua rodada série D, elevando seu valuation para US$ 2 bilhões.
- A plataforma de IA da empresa promete reduzir tarefas operacionais e redesenhar funções em bancos de investimento, gerando apresentações e pesquisas em menos tempo.
- Entre os clientes estão grandes instituições como Lazard, JPMorgan, Moelis, Bank of America, Wells Fargo e o fundo soberano de Cingapura, o GIC; a empresa já conta com mais de 35.000 usuários.
- A solução permite alternar entre modelos de IA, incluindo Claude (Anthropic), ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Alphabet), para não depender de um único fornecedor; a equipe combina engenheiros e ex-profissionais de finanças chamados de forward deployed bankers.
- O projeto gera debate sobre o impacto nos cargos juniores, com os fundadores afirmando que a IA pode liberar jovens para funções mais significativas; a empresa mira expansão global com escritórios em Londres e equipes em Singapura, Japão e Austrália.
A Rogo Technologies, startup de IA criada por ex-banqueiros, chega ao valuation de US$ 2 bilhões após uma rodada de captação de US$ 160 milhões. A empresa promete automatizar tarefas operacionais em Wall Street, reduzindo o peso de planilhas e apresentações manuais.
Fundada em Nova York por Gabriel Stengel, John Willett e Tumas Rackaitis, a Rogo já atende mais de 250 clientes, incluindo Lazard, JPMorgan, Bank of America e fundos soberanos. A plataforma usa modelos de IA para gerar slides, reorganizar estruturas corporativas e produzir pesquisas.
A rodada de financiamento foi liderada pela Kleiner Perkins, com participação de Sequoia, Thrive, Khosla e Growth Equity Partners, segundo anúncio recente. O crescimento reforça a aposta de bancos em IA como ferramenta de produtividade e transformação de funções.
A empresa conta com uma equipe equilibrada entre engenheiros e ex-profissionais de finanças, chamados de forward deployed bankers. O time atua para adaptar a IA a necessidades de clientes em finanças, oferecendo serviços complementares aos laboratórios de IA.
Felix, o agente de IA da Rogo, foi batizado em homenagem a um banqueiro histórico. Entre os recursos, a plataforma permite alternar entre modelos subjacentes de IA para evitar dependência de um único fornecedor.
A Rogo já opera em Londres e planeja expansão para Singapura, Japão e Austrália. A empresa vê a IA como combustível para democratizar atividades de alta complexidade, mantendo custos acessíveis para organizações menores.
Especialistas e bancos reconhecem o impulso que a IA pode trazer, mas também levantam dúvidas sobre impactos em cargos juniores. A Rogo sustenta que a tecnologia libera os profissionais para funções mais estratégicas, sem eliminar o trabalho humano.
No ecossistema bancário, companhias como Nomura e outros estão testando a aplicação prática da IA para acelerar contenção de riscos, diligência de investimentos e organização de dados, com o objetivo de aumentar eficiência.
Durante a captação, Stengel usou a própria ferramenta para analisar números da empresa e preparar gráficos para investidores. O sócio Mamoon Hamid, da Kleiner Perkins, elogiou o desempenho técnico da plataforma.
Os fundadores projetam que a IA mude a cultura do setor, com bancos de investimento adotando estruturas de IA em primeiro plano e trabalhadores voltando a atuar em áreas que exigem julgamento humano. A expectativa é de evolução gradual, não substituição abrupta.
Entre na conversa da comunidade