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China mira autossuficiência em chips para enfrentar sanções dos EUA

China amplia investimentos em semicondutores para reduzir dependência dos Estados Unidos, com avanços em chips de sete nm e subsídios; risco de pressão de preços

Governo chinês despejou centenas de bilhões de dólares na construção de uma indústria própria de semicondutores
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  • a china busca autossuficiência em semicondutores, com investimentos bilionários e subsídios para reduzir a dependência de Nvidia, TSMC e outras brasileiras; foco em IA prática.
  • a SMIC registrou receita recorde de US$ 9,3 bilhões no ano anterior, enquanto a HuaHong opera com capacidade próxima de 106% no quarto trimestre de 2025.
  • avanços incluem chips de 7 nanômetros usados em smartphones da Huawei, embora continuem atrás dos chips de 3 a 5 nanômetros em velocidade, eficiência e custo.
  • especialistas como Tim Rühlig dizem que ainda há um “muro de tijolos” tecnológico e de sanções que dificultam chegar à autossuficiência plena nos chips.
  • o novo Plano Quinquenal prioriza IA prática, com foco em ecossistema chip–nuvem–aplicação, e a China mira reduzir custos e expandir soluções nacionais para setores industriais e consumidores.

A China aposta na autossuficiência em semicondutores para reduzir a dependência de tecnologias norte‑americanos. O governo chinês tem investido muitos bilhões de dólares em uma indústria própria de chips, com foco em IA prática para compensar sanções dos EUA. As medidas incluem subsídios, isenções fiscais e cortes de custos.

A SMIC, pilar desse movimento, registrou receita recorde no ano passado, em torno de US$ 9,3 bilhões. A HuaHong, segunda maior fundição da China continental, operou com capacidade acima de 100% no quarto trimestre de 2025, impulsionada pela demanda aquecida.

Avanços tecnológicos e limitações

A China anunciou avanços em chips de ponta, inclusive processadores de 7 nanômetros usados em smartphones da Huawei. Ainda assim, esses componentes ficam atrás de tecnologias de 3 e 5 nanômetros em velocidade, eficiência e custo de produção.

Analistas avaliam que, apesar dos progressos, o país enfrenta barreiras significativas impostas por sanções dos EUA e por limitações em pesquisa, design e inovação, além de competição com Taiwan e Coreia do Sul na produção.

De acordo com o Rhodium Group, a China já domina cerca de 30% do mercado global de chips maduros (28 nm ou mais). Esses componentes são cruciais para veículos, indústria e eletroeletrônicos, e costumam ser produzidos em maior escala e menor custo.

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