- A Abear afirma que o reajuste do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras, tem impactos gravíssimos na conectividade do País.
- O preço do QAV subiu 100% desde o início dos conflitos no Oriente Médio, em meio ao terceiro aumento desde então.
- A estatal aplicou reajuste de dezoito por cento, equivalente a um acréscimo de R$ 1,00 por litro.
- A Petrobras sustenta que o aumento segue uma fórmula contratual de paridade internacional, em vigor há mais de 20 anos.
- Como parte de mitigar efeitos, a companhia permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com início em julho de 2026, estratégia similar à adotada no mês anterior.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras na sexta-feira terá impactos gravíssimos na conectividade do País. Com o terceiro aumento desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o setor acumula alta de 100% no custo.
A Abear sustenta que o Brasil produz quase todo o QAV consumido, o que coloca o país em posição de reduzir as consequências dos choques externos para a população. A entidade também criticou o efeito sobre tarifas e oferta de voos.
O reajuste anunciado pela Petrobras é de 18%, equivalente a 1 real por litro. A empresa informou que o ajuste segue uma fórmula de paridade internacional, vigente há mais de 20 anos, sem reajuste direto ligado a fatores internos.
Para mitigar os impactos, a Petrobras permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com início em julho de 2026. A medida repetem a estratégia adotada no mês anterior, quando o aumento foi de 54%.
Medidas para mitigar impactos
A decisão de parcelamento visa atenuar a elevação de custos para companhias aéreas e passageiros, conforme a Petrobras. O movimento ocorre em meio a pressões regulatórias e à necessidade de manter conectividade em cidades com menor oferta de voos.
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