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Custo principal do setor aéreo registra alta de 100% após aumentos

Abear afirma que reajuste de 18% no QAV eleva custo do setor em 100%; Petrobras permite parcelar parte do reajuste em seis vezes a partir de julho de 2026

Aviões da Azul e da Gol no Aeroporto Internacional de Salvador, Brasil 03/02/2025 REUTERS/Ueslei Marcelino
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  • A Abear afirma que o reajuste do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras, tem impactos gravíssimos na conectividade do País.
  • O preço do QAV subiu 100% desde o início dos conflitos no Oriente Médio, em meio ao terceiro aumento desde então.
  • A estatal aplicou reajuste de dezoito por cento, equivalente a um acréscimo de R$ 1,00 por litro.
  • A Petrobras sustenta que o aumento segue uma fórmula contratual de paridade internacional, em vigor há mais de 20 anos.
  • Como parte de mitigar efeitos, a companhia permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com início em julho de 2026, estratégia similar à adotada no mês anterior.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras na sexta-feira terá impactos gravíssimos na conectividade do País. Com o terceiro aumento desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o setor acumula alta de 100% no custo.

A Abear sustenta que o Brasil produz quase todo o QAV consumido, o que coloca o país em posição de reduzir as consequências dos choques externos para a população. A entidade também criticou o efeito sobre tarifas e oferta de voos.

O reajuste anunciado pela Petrobras é de 18%, equivalente a 1 real por litro. A empresa informou que o ajuste segue uma fórmula de paridade internacional, vigente há mais de 20 anos, sem reajuste direto ligado a fatores internos.

Para mitigar os impactos, a Petrobras permitirá o parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com início em julho de 2026. A medida repetem a estratégia adotada no mês anterior, quando o aumento foi de 54%.

Medidas para mitigar impactos

A decisão de parcelamento visa atenuar a elevação de custos para companhias aéreas e passageiros, conforme a Petrobras. O movimento ocorre em meio a pressões regulatórias e à necessidade de manter conectividade em cidades com menor oferta de voos.

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