- O aumento de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial de grandes empresas, como GPA e Raízen, coloca em questionamento a saúde financeira do varejo e do agronegócio.
- Especialistas alertam para a dependência excessiva do EBITDA, que mede eficiência operacional, mas não reflete geração de caixa real.
- Segundo o sócio da RSM Brasil, a diferença entre lucro e liquidez pode gerar falsa sensação de segurança, mascarando inadimplência e necessidade de novas dívidas.
- Com juros altos, a relação dívida líquida sobre EBITDA perde precisão e pode ocultar deterioração financeira.
- A recomendação é concentrar a gestão na demonstração de fluxos de caixa e na liquidez imediata para evitar um ciclo que leve à insolvência.
O debate sobre a real saúde financeira das empresas brasileiras ganhou força com o aumento de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial.gigantes do varejo e do agronegócio, como GPA e Raízen, sinalizam fragilidades que vão além do lucro operacional. Essa leitura aponta para uma dependência excessiva do EBITDA.
Para especialistas, o EBITDA não representa a geração de caixa. O alerta é de que empresas não pagam boletos com lucro operacional, mas com liquidez, o que revela risco de deterioração financeira à frente. A prática eleva a vulnerabilidade em cenários de juros altos.
Entre os nomes citados, o GPA e a Raízen aparecem como exemplos de pressão sobre o balanço, com novas dívidas para sustentar o dia a dia. A discussão destaca a necessidade de enxergar fluxo de caixa como indicador central de saúde financeira.
Risco de foco no EBITDA
O assunto envolve a leitura de indicadores e a forma de gestão das companhias. Técnicos ressaltam que dívidas crescentes combinadas com inadimplência em alta reduzem o espaço para manobras. A liquidez imediata volta a ser ponto central do monitoramento.
Especialistas defendem rever o uso de métricas, priorizando o fluxo de caixa operacional. Assim, o mercado pode antecipar sinais de dificuldade antes de medidas extremas, como recuperação judicial ou extrajudicial. A cautela permanece relevante.
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