Um sargento da Polícia Militar foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio após levar a esposa, a capitã da PM Michele Leão Azevedo, morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, as múltiplas lesões encontradas no corpo da vítima e o histórico de violência no relacionamento motivaram a autuação em flagrante.
Um sargento da Polícia Militar foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio após levar a esposa, a capitã da PM Michele Leão Azevedo, morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, as múltiplas lesões encontradas no corpo da vítima e o histórico de violência no relacionamento motivaram a autuação em flagrante.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira (21), a Polícia Civil afirmou que a investigação aponta, neste momento, para um caso de feminicídio consumado. O suspeito está preso na Unidade Prisional Militar enquanto o caso é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta das 21h30 pela equipe médica do Hospital Odilon Behrens, que informou que a capitã havia dado entrada na unidade já sem sinais vitais e apresentando diversas lesões pelo corpo.
Durante os primeiros procedimentos no hospital, o sargento teria pedido para ir ao banheiro. Segundo a PM, um oficial que o acompanhava viu o militar descartar um material suspeito na lixeira. Na verificação, foram encontrados 18 comprimidos de ecstasy, o que também levou à prisão em flagrante por tráfico de drogas.
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Em depoimento, o sargento afirmou que, na noite anterior, o casal havia realizado uma confraternização em casa, onde teriam consumido bebidas alcoólicas e drogas ilícitas. Segundo a versão do agente, Michele caiu da escada da residência, sofreu diversos ferimentos, mas recusou atendimento médico.
Ainda de acordo com o relato apresentado pelo militar, os dois dormiram e, ao acordar horas depois, ele percebeu que a esposa não respondia mais a estímulos. Foi então que a levou ao hospital, onde a morte foi constatada.
Lesões motivaram prisão por feminicídio
Apesar da versão apresentada pelo suspeito, a Polícia Civil afirmou que as características dos ferimentos encontrados no corpo da capitã foram determinantes para a autuação por feminicídio.
Segundo o delegado responsável pela coletiva, a vítima apresentava uma “pluralidade de lesões” e um ferimento considerado “muito contundente” na região do rosto, incompatível, em princípio, com a explicação apresentada pelo sargento.
A residência do casal e o veículo utilizado para transportar Michele até o hospital passaram por perícia. Os laudos ainda não foram concluídos.
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