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Finetwork perde meio milhão de linhas após crise com Vodafone

Sócios originais retomam o controle da Finetwork após derrota judicial de Vodafone e abrem investigação interna sobre irregularidades

Una tienda de Finetwork en Jerez de la Frontera.
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  • Finetwork perdeu cerca de meio milhão de linhas desde o início da crise com a Vodafone, impactando clientes e a estabilidade societária.
  • Em abril, a Audiencia Provincial de Alicante declarou ineficaz o plano de reestruturação impulsionado pela Vodafone, devolvendo o controle aos sócios originais e anulando a intervenção anterior.
  • O conselho da Wewi Mobile retomou a gestão da Finetwork, com Pascual Pérez na presidência e José Miguel García destituído do cargo de administrador único.
  • A Finetwork viu a base de clientes cair de 1,3 milhão de linhas no fim de dois mil e vinte e quatro para pouco mais de 800 mil atualmente; no primeiro trimestre, a Vodafone Espanha registrou perda neta de 94 mil linhas por portabilidade, com cerca de metade atribuída à Finetwork.
  • O novo conselho abriu uma investigação interna independente sobre irregularidades e pode acionar a Vodafone por questões de diligência, lealdade e possível administração desleal; a operadora nega parte das decisões e pretende recorrer.

Finetwork enfrenta crise continuada mais de um ano após o estouro do conflito com Vodafone, com perdas de quase meio milhão de linhas móveis e de banda larga. A disputa envolve a reestruturação, mudanças na gestão e dúvidas sobre a viabilidade do projeto no mercado low-cost.

A origem remonta a maio de 2025, quando a empresa entrou em preconcurso de credores. Em setembro daquele ano, a Vodafone Espanha passou a gerir a Finetwork, sob nova diretoria liderada pelo CEO da Vodafone Espanha, José Miguel García Fernández. Posteriormente, José Luis Prieto foi indicado para reorientar a operação comercial.

Ao longo de 2025 e 2026, a crise se ampliou com desgaste reputacional, conflitos entre acionistas e judicialização do processo. O número de linhas caiu de cerca de 1,3 milhão no fim de 2024 para pouco acima de 800 mil. No primeiro trimestre deste ano, a Vodafone registrou perda de 94 mil linhas por portabilidade, com aproximadamente metade atribuída à Finetwork.

Destituição de García

Em 27 de abril, a Audiencia Provincial de Alicante declarou ineficaz o plano de reestruturação impulsionado pela Vodafone e revogou decisão anterior do juiz mercantil. O tribunal apontou carências na capitalização da dívida, invalidando a operação. Em resposta, os sócios originais reassumiram o controle da operação por meio da Wewi Mobile, matriz do grupo, revertendo à configuração anterior.

O novo conselho relembrou a composição anterior, com Pascual Pérez na presidência e Pedro Andreu como vice. Também constam Carlos Gutiérrez, José María López e Fernando López entre os conselheiros. O grupo cancelou imediatamente o cargo de administrador único, ocupado por García desde 2025, para restaurar a governança.

A primeira medida do novo comando foi abrir uma revisão completa da gestão dos últimos cinco meses e solicitar documentação à Vodafone para avaliar a situação. Também foi aprovada a abertura de uma investigação interna independente para apurar irregularidades potenciais.

Reações e próximos passos

A Vodafone Espanha afirma não ter conhecimento formal de algumas decisões e pretende recorrer da sentença em todas as instâncias, inclusive ao Tribunal Constitucional. Enquanto isso, o novo conselho manterá a sede em Elda e assegura manter atividades e empregos vinculados ao projeto, ainda avaliando o estado operacional.

A sentença devolve a propriedade aos sócios fundadores e cria um cenário de “limbo jurídico” para as decisões recentes, contratos e campanhas comerciais. O desfecho pode exigir novo acordo entre Vodafone e antigos proprietários para evitar impactos adicionais a clientes, fornecedores e à estabilidade financeira da Finetwork.

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